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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
107/ 35 Pin MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Rio e casas - Roma
Datação:
1883 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 9,9; largura: 16,4;
Descrição:
Composição com paisagem arquitectónica junto a um rio ou lago (?). A composição desenvolve-se em três faixas: a do primeiro plano formada pela mancha de água, a seguinte pela faixa de edifícios e a última pelo céu. No primeiro plano há, à esquerda, um promontório que tem no topo uma estrutura semelhante a um caramanchão. Ao centro, na água, navega uma pequena embarcação com duas figuras. Ainda sobre a água, o plano seguinte ilumina-se com os reflexos dos edifícios. Num plano mais distante, a outra margem é dominada pelo casario que se desenvolve em toda a extensão da composição, produzindo uma linha de céu ligeiramente oblíqua, descendente, da esquerda para a direita, apenas interrompida por uma torre sineira. A luz reflecte-se intensamente nas várias fachadas cor de rosa e nalguns pontos brancos dos telhados. Em toda a superfície desta pintura é visível uma camada de tinta com vestígios de impressão digital à qual se sobrepõe uma outra formada por pequenos empastamentos de tinta, mais espessos na água, nas figuras, na torre sineira, nalgumas zonas do céu… Este recurso produz nos edifícios algum efeito de relevo e profundidade e na água o efeito de movimento. Nas fachadas dos edifícios, nas zonas em que a tinta tem uma aparência mais lisa, formam-se pequenas rugosidades numa espécie de padrão ordenado, que reforçam a sensação de verticalidade, até por oposição à pincelada desordenada no céu e nas nuvens. Alguns elementos, como as figuras e a embarcação são representados com extrema economia de meios (2 ou 3 pinceladas de castanho, negro e branco). Nas margens superior e inferior (de modo mais evidente nesta última) é visível a linha de fixação da tábua para execução da obra. Na margem lateral esquerda há uma depressão hemicircular da camada de tinta (?).
Incorporação:
Outro - Fundo Antigo do Museu. Proveniente da Escola de Belas Artes do Porto (Antiga Academia de Belas Artes do Porto)
Origem / Historial:
Pertence ao Fundo Antigo do Museu: o antigo Museu Portuense, criado em 1833, passa a ser tutelado por uma Comissão de professores da Academia de Belas Artes do Porto, a partir de 1839, e as duas instituições passaram a partilhar o mesmo espaço e tutela. Em 1932 é feita a partilha do acervo existente pelas duas instituições, o Museu Soares dos Reis (antigo Museu Portuense) e Escola de Belas Artes (antiga Academia): dessa divisão foi registada uma “Relação dos objectos existentes no Museu Soares dos Reis pertencentes ao Estado”, datada de 1 de Novembro de 1932 e firmada por João Marques da Silva e por Vasco Valente, respectivamente, director da Escola de Belas Artes e do Museu Soares dos Reis. Após a morte de Henrique Pousão, em 25 Março de 1884, o seu pai, o juiz Francisco Augusto Nunes Pousão, a exercer funções em Odemira, reuniu toda a obra do artista que se encontrava dispersa entre familiares e amigos, mandou emoldurar todos os quadros que pode reunir, mais tarde foi transferido para Faro e levou consigo toda a obra que reunira. F. Fernandes Lopes escreve a esse propósito que Nunes Pousão “tinha tudo no seu escritório, cujas paredes estavam assim forradas com quadros do filho. Encontrava-se ali tudo o que fora a sua produção artística em Pintura, excepto naturalmente o que anteriormente enviara para a Academia do Porto ou teria sido vendido a raros particulares, que lhe haveriam feito encomendas, ou ainda de amigos ou pessoas de família a quem fizera ofertas…” V. em Bib. LOPES, Francisco Fernandes [1959], p. 98, 99. Após a morte do Juiz Nunes Pousão, em 2 de Agosto de 1888, em cumprimento da sua vontade, as obras foram entregues, pela viúva, à Academia Portuense de Belas Artes em cujo arquivo se guarda a relação sucinta de obras e objectos então entregues “Relação dos quadros, desenhos e mais objectos que faziam parte do espólio de Henrique Pousão.” AFBAUP. Uma lista mais detalhada seria posteriormente redigida na própria Academia AFBAUP Documento avulso, sem cota, e Correspondência para o Governo, 1837-1911 [130, 21 Set. 1889, fla. 50 v].
 
     
     
   
     
     
     
 
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