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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
107/ 54 Pin MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Vesúvio (estudo)
Datação:
1882 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 9,8; largura: 16,4;
Descrição:
Representação de um trecho de paisagem com grande profundidade e em que o objecto da composição é o vulcão Vesúvio, um monte azul visível ao fundo, que preenche o quadro em toda a largura. O primeiro plano é extenso, preenchendo quase dois terços do quadro, e é composto por três áreas cromáticas com marcação de perspectiva: uma mancha centrada, cinzenta, correspondente a um caminho que se desenvolve em direcção ao vulcão, ladeada, à esquerda, por um campo trabalhado em tonalidades de ocre e, à direita, um campo verde. No enfiamento do caminho, sensivelmente ao centro da composição, uma mancha vermelha de uma pequena edificação assume um protagonismo cromático principal. O topo do vulcão, que é também o limite da composição, é coberto por nuvens de fumo revolto, tratado em tonalidades de cinzento. Um dos aspectos mais assinaláveis desta composição é o seu carácter de apontamento rápido, que não atende ao pormenor descritivo dos elementos representados, e a exiguidade de tinta aplicada que assim deixa ver a preparação do suporte e dá transparência às cores.
Incorporação:
Outro - Fundo Antigo do Museu proveniente da Escola de Belas Artes do Porto (antiga Academia Portuense de Belas Artes).
Origem / Historial:
Pertence ao Fundo Antigo do Museu: o antigo Museu Portuense, criado em 1833, passa a ser tutelado por uma Comissão de professores da Academia de Belas Artes do Porto, a partir de 1839, e as duas instituições passaram a partilhar o mesmo espaço e tutela. Em 1932 é feita a partilha do acervo existente pelas duas instituições, o Museu Soares dos Reis (antigo Museu Portuense) e Escola de Belas Artes (antiga Academia): dessa divisão foi registada uma “Relação dos objectos existentes no Museu Soares dos Reis pertencentes ao Estado”, datada de 1 de Novembro de 1932 e firmada por João Marques da Silva e por Vasco Valente, respectivamente, director da Escola de Belas Artes e do Museu Soares dos Reis. Após a morte de Henrique Pousão, em 25 Março de 1884, o seu pai, o juiz Francisco Augusto Nunes Pousão, a exercer funções em Odemira, reuniu toda a obra do artista que se encontrava dispersa entre familiares e amigos, mandou emoldurar todos os quadros que pode reunir, mais tarde foi transferido para Faro e levou consigo toda a obra que reunira. F. Fernandes Lopes escreve a esse propósito que Nunes Pousão “tinha tudo no seu escritório, cujas paredes estavam assim forradas com quadros do filho. Encontrava-se ali tudo o que fora a sua produção artística em Pintura, excepto naturalmente o que anteriormente enviara para a Academia do Porto ou teria sido vendido a raros particulares, que lhe haveriam feito encomendas, ou ainda de amigos ou pessoas de família a quem fizera ofertas…” V. em Bib. LOPES, Francisco Fernandes [1959], p. 98, 99. Após a morte do Juiz Nunes Pousão, em 2 de Agosto de 1888, em cumprimento da sua vontade, as obras foram entregues, pela viúva, à Academia Portuense de Belas Artes em cujo arquivo se guarda a relação sucinta de obras e objectos então entregues “Relação dos quadros, desenhos e mais objectos que faziam parte do espólio de Henrique Pousão.” AFBAUP. Uma lista mais detalhada seria posteriormente redigida na própria Academia AFBAUP Documento avulso, sem cota, e Correspondência para o Governo, 1837-1911 [130, 21 Set. 1889, fla. 50 v].
 
     
     
   
     
     
     
 
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