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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional do Traje e da Moda
N.º de Inventário:
15592
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Pintura
Título:
Três Gerações
Datação:
1922 d.C.
Matéria:
Óleo.
Suporte:
Tela.
Dimensões (cm):
altura: 151 cm; largura: 183 cm;
Descrição:
Pintura a óleo sobre tela representando cena de interior com três figuras femininas, duas senhoras e uma menina. Figuram na pintura Maria da Piedade Zuzarte Sárrea d'Orey, sua filha Maria Das Dores D'Orey Pereira Coutinho e sua neta, Maria da Penha d'Orey Pereira Coutinho.
Incorporação:
Compra - Adquirido pelo IPPC (Instituto Português do Património Cultural) a Luís Pereira Coutinho.
Origem / Historial:
Prosseguindo a sua carreira de retratista, iniciada em Paris, Veloso Salgado aceitou a encomenda de Waldemar de Albuquerque d'Orey (1866-1950) para uma pintura onde figurassem sua mulher, Maria da Piedade Zuzarte Sárrea d'Orey (1873-1949), sua filha Maria Das Dores D'Orey Pereira Coutinho (1899-1990) e a primeira filha desta e primeira neta do encomendador, Maria da Penha d'Orey Pereira Coutinho (1920-2015). A pintura foi inicialmente para casa de Waldemar d'Orey, na Rua de São Caetano, à Lapa (Lisboa). Posteriormente, foi para a Quinta da Ribeira, em Caparide (S. João do Estoril), pertença de Luís Pereira Coutinho (1897-1982), marido de Maria das Dores e pai da criança retratada, Maria da Penha. O traje das senhoras revela um gosto que perdurou desde a década anterior, visível no corte alto da cintura, no decote com peitilho de renda e nos panos cortados das saias. Entre 1915-20 a linha de cintura é ainda relativamente alta, sugerindo o estilo de inspiração Directório e as cores claras são relegadas a favor de cores mais sombrias e sóbrias. Evidencia-se, porém, o uso da boa de penas e da estola de pele, acessórios muito apreciados na década de 1920 e que conferem um gosto de requinte e chic, tão caro ao pintor. Segundo indicação recolhida junto dos anteriores proprietários aquando da incorporação da peça no museu, as jóias retratadas são de família e o vestido usado pela menina terá sido confeccionado na modista Carbonne. O vestido da menina denota igualmente um gosto anterior e que perdurará até à década de 1950. É um modelo comum e recorrente na história do traje de criança revelado no tecido branco translúcido de tule, renda ou cambraia e nas aplicações bordadas passe-fita com fitas cor-de-rosa.
 
     
     
   
     
     
     
 
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