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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0718
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Piano de Mesa
Local de Execução:
Inglaterra
Centro de Fabrico:
Inglaterra
Datação:
XIX d.C.
Matéria:
Mogno, madeira, ferro, marfim, ébano
Dimensões (cm):
altura: 85.5; largura: 66; comprimento: 173;
Descrição:
Móvel em mogno, tem estante e 1 pedal. Armação de madeira e uma chapa de ferro. Teclado de marfim e ébano. Extensão de 6 oitavas, FÁ-fá4. O piano compõe-se essencialmente de uma caixa de ressonância ou «caixa de harmonia» em pinheiro alvar, montada sobre um madeiramento chamado «barrage». As cordas são esticadas sobre um cavalete colocado nesta caixa e são fixadas num dos lados por um suporte de sustentação e no outro por um suporte com cravelhas; nos pianos mais antigos estes suportes eram de faia ou de ácer, mas os pianos modemos são providos de uma armação de ferro fundido, duma só peça, substituindo os dois apoios de sutentação e a «barrage». As cordas, triplas excepto no grave, exercem sobre a armação uma tensão na ordem das vinte toneladas! Cada uma das teclas (em tília recoberta de marfim ou de ébano para as teclas pretas) comanda um martelo e, simultaneamente, um abafador por intermédio de um mecanismo que seria moroso descrever. Os dois pedais, impropriamente chamados pedais «suave» e «forte», têm funções de natureza muito diferente e podem ser empregados cada um deles em expressão de piano ou forte. a pedal da esquerda (que se indica na escrita por una corda) desloca ligeiramente toda a mecânica para a direita de maneira que cada martelo não percute mais do que uma ou duas cordas de um grupo: o som torna-se mais suave, menos timbrado. O pedal da direita levanta todos os abafadores: as cordas percutidas continuam então a vibrar mesmo depois de as mãos deixarem o teclado e, assim, várias outras cordas vibram suavemente por simpatia. A extensão do piano é actualmente sete oitavas e um quarto ou seja do Lá-7 (na primeira oitava de um jogo de órgão de 32') ao dó7 (tubo de uma polegada e meia). Certos fabricantes prolongaram a extensão para o grave até ao Fá ou ainda até ao DÓ=2. A música para piano, de Haydn até aos nossos dias é de tal maneira abundante e tão bem conhecida, graças a uma infinidade de gravações excelentes e de recitais quase diários, que qualquer escolha de exemplos seria supérflua e, necessariamente, injusta. Assinalaremos apenas, o interesse histórico e documental do disco-recital de Wanda Landowska e Aldo Ciccolini (Columbia), reunindo interpretações de cravo, de clavicór­dio (o de Mozart) e de piano (forte-piano de 1790 e piano de Chopin) assim como gravações das marcas Archiv e Hamonia Mundi em «piano-forte» antigo.
Incorporação:
Legado - Proveniente da Colecção Keil?
Origem / Historial:
A designação cravo de martelos corresponde, entre nós, ao tipo de instrumento desenvolvido entre 1698 e 1700 pelo florentino Bartolomeo Cristofori, cujo princípio de produção acústica radica na percussão das cordas por martelos, permitindo uma contrastada gradação dinâmica do som. O piano desenvolvido por Bartolomeo Cristofori já possuía os principais elementos do moderno piano: martelos que percutiam as cordas, um sistema de escape dos martelos por forma a que uma nota pudesse ser repetida e abafadores que caíam sobre a corda mal a tecla era libertada. Inicialmente apresentaram-se três tipos de pianos: o piano de mesa, de forma rectangular e cordas dispostas horizontalmente sobre o tampo harmónico, formando ângulo com o teclado; o piano direito ou vertical, com cordas dispostas de alto a baixo contra a tábua de harmonia; e o piano de concerto, ou de cauda, com cordas dispostas horizontalmente sobre o tampo harmónico - o mais perfeito e eficiente modelo de piano e que hoje domina as grandes salas de concertos. Por volta de 1850, os americanos introduziram a armação de ferro que conseguia suportar uma tensão de mais de 30 toneladas e permitia que determinadas obras pudessem ser tocadas sem contracção da força do pianista. Hoje em dia os pianistas procuram pianos armados em madeira, em busca da doce sonoridade primitiva. Entre os cordofones de tecla, encontramos outras peças, como o piano de mesa de Muzio Clementi, o piano buffet do séc. XIX, de factura francesa, e ainda o piano de cauda que o compositor e pianista húngaro Franz Liszt trouxe de Marselha, em 1845, aquando da sua passagem pelo nosso País. Manuel Antunes e Mathias Bostem construíram cravos e porventura os primeiros pianosforte que Lisboa conheceu. Vários são os pianos portugueses do séc. XVIII sobreviventes, espalhados por Museus europeus, americanos ou colecções particulares, que sofreram influência dos pianos de Cristofori. Um deles, é o pianoforte, ou cravo de martelos, de 1763, do flamengo radicado em Portugal, Henrique van Casteel, construtor de cravos e pianos, activo durante uma década em Lisboa e, posteriormente, em Bruxelas.
 
     
     
   
     
     
     
 
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