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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0012
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Sopranino de Viola da Gamba
Autor:
Guersan, Louis
Local de Execução:
França
Centro de Fabrico:
Paris
Datação:
1753 d.C.
Matéria:
Pinho de Flandres, Nogueira, Pau-Santo, Plátano, Metal
Dimensões (cm):
altura: a1=44.5;a2=55.5; largura: l1=159;l2=109;l3=195; comprimento: C=591;c=325;
Descrição:
Cordofone com cavalete e braço friccionado com arco. Trata-se de uma viola com uma dimensão idêntica à de um violino. Tampo de duas metades em pinho de Flandres; ilhargas de três peças e costas de cinco peças em pau-santo e plátano, alternadas; dois filetes duplos de embutido. Braço terminando em cabeça representando um anjo de cabelo curto e encaracolado com cinco cravelhas. Aberturas sonoras ou acústicas em C.
Incorporação:
Outro - Proveniente da Colecção Lambertini
Origem / Historial:
Cordofone friccionado, com trastos. Aparece na Europa no fim do séc. XV, tornando-se um dos instrumentos mais em voga no Renascimento e período Barroco, muito usado como instrumento de conjunto. Como instrumento solista durou até meados do séc. XVIII. Foi construída de vários tamanhos: Pardessus (sopranino), soprano, alto, tenor agudo, tenor, baixo e violone. No entanto, só as violas soprano, tenor e baixo eram membros regulares do conjunto. O pardessus de viola só foi inventado no séc. XVI - era raramente tocado nos conjuntos. Em teoria, os membros da família das violas deviam ser exactamente proporcionados no formato, madeira e cor, mas especialmente em tamanho: o comprimento das cordas da viola soprano, do cepo ao cavalete, deveria ser metade das da viola baixo, sendo a soprano afinada uma oitava mais alto. O formato da viola da gamba era muito variável nos seus começos, apesar de existirem desde o séc. XVI as curvaturas cerradas, os ombros inclinados, as costuras, que se foram normalizando nos sécs. XVII e XVIII. A viola de gamba é de madeira muito fina, o bojo levemente abaulado, costas lisas menos no topo, onde esta se inclina para o braço; reforçadas por algumas traves. As costilhas são cavadas e muitas vezes forradas de pergaminho ou linho. No renascimento e séc. XVII (em Inglaterra), o braço era longo e arredondado. Ao longo do séc. XVII, tornou-se mais liso e, em instrumentos Franceses, muito fino. Os trastos, de tripa, eram atados com um nó especial, quase sempre 7, com intervalos de ½ tom, podendo ser ajustados para afinação. Tem geralmente 6 cordas, mas no período barroco tinham 7 e o pardessus, 5. Seguras entre os joelhos ou no colo, eram tocadas verticalmente, a mão que pega no aro virada de palma para cima. O arco mais antigo era convexo, mais direito no séc. XVIII. Instrumento muito sonoro pela sua leveza de construção, qualidade levemente anasalada, especialmente bom para acompanhar polifonia, menos bom para a dança. Durante os sécs. XVI e XVII houve muitos construtores de violas da gamba (John Rose, Henry Jaye, Richard Meares); os grandes construtores dos sécs. XVII e XVIII foram Barak Normam (Inglaterra), Nicolas Bertrand, Michel Colichon e Guillaume Barbet (França), Peter Rambouts (Amsterdão) e Joachim Tielke (Hamburgo). Construtores de pardessus, temos Jean Baptiste Dehay e Conis Gersan. Origens (séc. XV). A posição tocadora de viola da gamba já era conhecida na Europa do séc. XI. Já as rabecas eram assim tocadas (Cantigas de Santas Maria). No séc. XIV, no entanto, esta maneira de tocar quase tinha desaparecido. Mas em Aragão as rabecas eram tocadas à gamba durante os sécs. XIV e XV, tornando-se este instrumento a ligação entre o desaparecimento do tocar da gamba no séc. XIII e o seu reaparecimento com a viola da gamba renascentista. Esta aparece em pinturas dos meados do séc. XV na província de Valência, no séc. XVI era representada regularmente por pintores de Maiorca, Sardenha e Valência, com um braço fino e comprido, cravelhas laterais, trastos e rosácea, costilhas estreitas, o ponto não é levantado, as cordas passam sobre uma barra comprida colada ao bojo. Este instrumento comprido parece ter sido completamente diferente daquele mais curto que apareceu na Itália do séc. XVI. Na iconografia aragonesa, as costilhas são ornamentadas e finas, como se vê também na vihuela de mano dedilhada. O avanço da viola da gamba pelo Mediterrâneo, das ilhas Baleares e Sardenha até à Itália deve ter sido ajudado pela família Bórgia. Rafael representa uma viola da gamba tenor na Alegoria a Sta. Cecília, com todas as características dum instrumento do séc. XVII: costilhas cavadas, ombros inclinados, costas lisas inclinando-se para o braço, aberturas sonoras em C, trastos, 6 cravelhas e bojo levemente abaulado. Foi introduzido e difundiu-se no império de Maximiliano. Na Europa do séc. XVI chamou-se viola a 2 instrumentos diferentes: a Viola de braccio e a viola da gamba; poucos escritores usaram o qualificativo antes dos meados de 500. O termo da arco era empregado, por vezes, para distinguir este do instrumento dedilhado. Viola era também o termo usado para referir a lira da braccio. Às vezes os teóricos chamavam-lhe viola de trastos. No entanto, pode-se afirmar que a viola da gamba tinha grande voga nas cortes quinhentistas. Enquanto o violino era tido como instrumento profissional e das classes baixas, a viola da gamba era dos amadores, alta burguesia e nobreza. Todavia, muitas cortes tinham conjuntos profissionais de gambistas. Eram muito usados com conjuntos de flautas, de trombones ou outros conjuntos maiores.
 
     
     
   
     
     
     
 
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