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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
145 Our MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Ourivesaria
Denominação:
Cofre
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Índia
Centro de Fabrico:
Guzarate
Datação:
1540 d.C. - 1580 d.C.
Matéria:
Prata; tartaruga
Técnica:
Prata cinzelada, com decoração vazada e a buril. Fecho fundido.
Dimensões (cm):
altura: 11,5; largura: 21,1; profundidade: 11,1;
Descrição:
Cofre formado por lâminas de concha de tartaruga, montado em prata, de forma paralelipipédica, com tampa trifacetada plana. Assenta sobre quatro pés fundidos em forma de quadrúpede (leão estilizado). Decoração a buril concentrada nas faixas que abraçam a peça, de lâmina de prata com recorte ondeado e em meias luas e bandas de motivos vegetais que se repetem e combinam com pássaros e motivo em escama nas faixas laterais. Estas são dobradas e vincadas para cobrir as arestas. Fecho quadrangular emoldurado por faixa vazada, ornado com motivos semelhantes aos das bandas. A pega, em prata, trabalhada em torçal a terminar em cabeça de cobra, fixa-se à tampa através de duas argolas. Sobre a fechadura, articula um ferrolho fundido e cinzelado, em forma de lagarto.
Incorporação:
Transferência - Direcção Geral da Fazenda Pública - Repartição do Património / 3ª Secção
Origem / Historial:
Por despacho ministerial de 14 de Fevereiro de 1941, foi autorizada a transferência das peças arrecadadas na Casa Forte do Palácio das Necessidades, em Lisboa, para estudo, classificação e futura exposição no Museu Nacional Soares dos Reis. Deste trabalho foi incumbido o Conservador Auxiliar desse museu, José Rosas Júnior. Para o efeito, foi lavrado pelo Director Geral da Fazenda Pública o respetivo auto de entrega com data de 20 de Junho de 1941. Inventariado com a verba número 377 do inventário da referida Casa Forte. Este cofre, conjuntamente com um grupo relativamente numeroso de exemplares semelhantes existentes em coleções portuguesas, não apresenta qualquer característica que rigorosamente o relacione com uma função determinada. Sabe-se que alguns dos cofres de tartaruga que existem no País terão sido usados em conventos e igrejas para conter relíquias, o que de modo algum obsta a que outra fosse a sua função inicial, porventura mais diversificada, ou a que na sua origem estivesse uma encomenda civil. A tipologia em que se enquadra foi classificada por José Jordão Felgueiras (José Jordão Felgueiras "Uma família de objectos preciosos do Guzarate", in A Herança de Rauluchantim. catálogo da exposição Lisboa, 1996) como pertencente a um conjunto de objectos produzidos no Guzarate. Tal atribuição resulta da comparação de fechos, dobradiças e elementos estruturais, cujo lavor da prata se assemelha, na interpretação dos motivos seleccionados e na qualidade da execução, à que se observa noutros cofres, comprovadamente provenientes desse local.
 
     
     
   
     
     
     
 
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