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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
N.º de Inventário:
943 Etn.
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Meios de transporte
Denominação:
Barca Salva-Vidas
Título:
Nossa Senhora dos Aflitos
Autor:
Oliveira, António do Carmo
Local de Execução:
Portugal: Nazaré
Datação:
1912 d.C.
Matéria:
Madeira de pinho
Dimensões (cm):
comprimento: 1020;
Descrição:
Embarcação tipo barca regional da Nazaré, com proa curva e popa sem painel. Tem convés com dois escotilhões que dão acesso ao porão que serve de caixa-de-ar. Sob a tábua de falca existem dois verdugos e, entre estes, a todo o comprimento do costado, uma molhelha que lhe confere maior flutuabilidade. No verdugo inferior, os respectivos seios de cabo. Apresenta quatro portas de mar de cobre, em cada bordo. Navega a remos. Pintada de branco, vermelho e preto; interior, cinzento. Em cada lado da proa, a denominação "Nª Sª dos Aflitos" e o símbolo do I.S.N.; do lado da popa "Nazaré".
Incorporação:
Doação - Doado por Câmara Municipal da Nazaré / Capitania do Porto da Nazaré.
Proveniência:
Nazaré.
Origem / Historial:
Barca salva-vidas que, durante anos, permaneceu na Capitania da Nazaré para socorrer em caso de perigo e naufrágio. Conforme se regista nas "Observações" do Certificado de Arqueação pelo Processo Especial de Arqueações (fotocópia no Arquivo do Museu Dr. Joaquim Manso): "Esta embarcação é do tipo barca regional da Nazaré, construída de madeira de pinho, no ano de 1912, por António do Carmo Oliveira, com estaleiros de construção naval em Nazaré. Tem convés com dois escotilhões um à proa e outro à popa, para acesso ao porão, compartimento este, que serve de caixa de ar. Tem poço, existindo quatro portas de marde cada bordo. No costado a todo o seu comprimento, sob a tábua da falca, existem dois verdugos separados entre si vinte e dois centímetros, onde assenta a todo o comprimento uma molhelha cheia de aparas de cortiça, para dar mais flutuabilidade. Possui sob o verdugo inferior e a todo o comprimento os respectivos seios de cabo para os náufragos se agarrarem. Assim, encontra-se a respectiva barca preparada como qualquer outro salva-vidas, a qual se destina ao salvamento da vida humana no mar, sob a orientação do Instituto de Socorros a Náufragos". Foi mandada construir pelo Comandante Branco Martins, só vindo a ser terminada no tempo do Comandante Jaime Costa (pai). Foi seu construtor o Mestre António do Carmo Oliveira, ajudado por António Carmo Oliveira Júnior, Porfírio do Carmo Oliveira, António Fernandes Vigia, Artur Oliveira Palmério e José Inácio do Carmo. Foi construída em frente da rua dos Pescadores e Marinheiros, a norte da Av. Vieira de Guimarães, na Nazaré. O primeiro patrão foi Joaquim Bernardo de Sousa Lobo ("Joaquim da Rita") (MDJM inv. 30 esc.), também cabo de mar (Cf. "Voz da Nazaré", ano I, n.º 3, Junho 1977). Esta embarcação foi abatida na Capitania do Porto da Nazaré, conforme nota n.º 324 daquele organismo de 19/07/1977. Em 04/07/1977, foi entregue ao Presidente da Câmara Municipal da Nazaré com destino ao Museu Etnográfico e Arqueológico do Dr. Joaquim Manso ou para figurar em futuro Museu Marítimo da Nazaré, conforme termo de entrega da Câmara Municipal da Nazaré, de data acima mencionada. Autorizado o abate da embarcação pela proposta n.º 7 de 16/03/1978, do Instituto de Socorros a Náufragos. Detém um simbolismo muito grande junto da comunidade piscatória da Nazaré, por ter efectuado muitos salvamentos durante o período em que esteve em funções, restituindo a vida a muitos náufragos. Terá havido uma embarcação lançada ao mar, na Nazaré, em 1912 e outra construída em 1933/1934, em Pedrouços, tendo prestado serviço na Nazaré desde 4 de Fevereiro de 1934 até 1977 (Ver "Observações"). Existem no acervo deste Museu várias miniaturas: inv. n.º 1175 e 1176 Etn.
 
     
     
   
     
     
     
 
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