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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/90v. Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Evangelho de S. Mateus
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 90 verso. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, pintado em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. Na composição principal, o santo é assistido por um anjo com asas muito coloridas. S. Mateus está sentado num escano, cujas ilhargas são decoradas com motivos góticos. O apóstolo escreve sobre uma estante coberta com um pano verde. Este móvel tem um batente lateral aberto que deixa ver vários livros. Atrás do santo uma outra estante de parede, guarda mais outros livros. Ao fundo, à esquerda, um relógio pendurado na parede. E as vidraças das janelas têm brasões. Ao fundo, à direita, uma outra divisão da casa, onde é possível ver uma lareira com luminária e à esquerda um banco. Nesta divisão o tecto é revestido a madeira. A tarja que envolve a iluminura, representa um porto de mar alusivo a passos da vida de São Mateus. Em baixo, no porto, uma grua junto a um navio que deveria estar a ser reparado. À esquerda, uma cidade que apresenta características arquitectónicas orientais, visíveis nas cúpulas de alguns dos edifícios.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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