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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/25 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Menino Jesus, Salvador do Mundo
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 25. Neste fólio a iluminura é dedicada ao Menino Jesus, Salvador do Mundo. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. Sobre ela é aplicada um outro quadro, onde se inicia o texto da oração. Este apresenta uma pequena inicial decorada com motivos fitomórficos. O texto é escrito em latim, com caracteres góticos, a preto. Na última linha do texto, o espaço não preenchido pela escrita é ocupado por um estreito rectângulo decorado com um ramo sobre um fundo castanho. Ainda neste quadro, forma-se um outro mais pequeno, onde é representado o Menino Jesus, Salvador do Mundo. O Menino surge através de uma cortina verde, num nicho com decoração gótica, sobre um fundo de pano azul escuro decorado com motivos a ouro. O Menino segura na mão esquerda um orbe em cristal de rocha encimada por uma cruz de ouro. Na tarja direita e no bas-de-page está inscrita uma frase em latim cujas letras apresentam motivos fitomórficos, em tons de castanho e dourado (IHESUS.MARIA.SIT.SEMP.NOBIS.TVIA).
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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