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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/12 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Calendário (mês de Dezembro)
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 12. Neste fólio é representado o calendário do mês de Dezembro preenchido em duas colunas, sendo o texto escrito em latim. A tarja que envolve o calendário apresenta uma decoração arquitectónica gótica flamejante, onde em pequenos nichos são representadas várias figuras. Este enquadramento é pintado em tons de castanho e dourado a imitar o metal. No topo da tarja, figuram dois Signos do Zodíaco: Sagitário e Capricórnio. Entre eles vê-se a representação da Divina Providência. Na tarja da esquerda, figuram, em quatro pequenos nichos, Santo Elói, São Nicolau (não se identifica o terceiro) e Santa Luzia. E na da direita, São Tomé, a Natividade, Santo Estevão e S. João e a Matança dos Inocentes. Em baixo, várias crianças brincam em cavalos de baloiço e cadeiras que deslizam no chão.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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