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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
14/19 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Calendário (mês de Outubro)
Autor:
António de Holanda, atribuído a
Datação:
1517 d.C. - 1551 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 14, 2; largura: 10, 8;
Descrição:
Fólio 19. Iluminura dedicada ao mês de Outubro. Neste fólio a iluminura apresenta uma forma rectangular e ocupa praticamente toda a folha do livro. Esta tem um enquadramento à maneira de moldura em tons de castanho e dourado. Este enquadramento forma um segundo quadro dividido em três campos. No primeiro, o espaço destinado ao texto é definido por linhas horizontais e verticais a sanguínea, formando uma tabela com três colunas. Estas são preenchidas pelo: número áureo, letra dominical e pelos dias dos santos ou das festividades litúrgicas. O texto com uma letra regular é escrito em latim com caracteres góticos, a vermelho e preto. No campo seguinte, é representada a cena principal, onde duas mulheres colhem romãs num pomar. No último campo, inicia-se a representação do calendário do mês de Outubro. Apresenta uma inicial fitomórfica pintada em tons de castanho e dourado sobre um fundo quadrangular lilás. O espaço destinado ao texto é definido por linhas a sanguínea. O texto com uma letra regular é escrito em latim com caracteres góticos, a encarnado. Na tarja da direita, em baixo, podem ver-se vários tonéis alinhados para a venda do vinho. Junto a estes, um homem com um chapéu emplumado conversa com outro enquanto um cão espera pacientemente perto de ambos. Um pouco mais acima um nobre está junto de um cavalo com um falcão na mão, enquanto um galgo corre junto dele. Ao fundo, e perto de algumas casas cobertas de colmo está um carro de bois que transporta um tonel. Na tarja inferior, um homem, com uma vara na mão, procede à lavra das terras utilizando um arado puxado por bois. Ao fundo, um outro arado espera para ser utilizado. Na tarja da esquerda, alguns camponeses procedem às sementeiras dos campos.
Incorporação:
Transferência - Proveniente do Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
A execução do Livro de Horas dito de D. Manuel prolongou-se por vários anos. Segundo o texto do fólio 1, ter-se-á iniciado em 1517, mas provavelmente só terá sido concluído após 1551, ano em que se procedeu à trasladação dos restos mortais do rei D. Manuel I, para o Mosteiro dos Jerónimos, durante o reinado de D. João III (Moura, 1999). Estudos mais recentes revelam a hipótese deste livro ter sido encomendado por Damião de Góis ao iluminador António de Holanda, residente, na época, em Portugal (Moura, 1999). Apesar da influência Ganto-Brugense, o Livro de Horas dito de D. Manuel caracteriza-se por uma iconografia com elementos portugueses que lhe confere originalidade relativamente a outros códices da mesma escola (Markl, 1983). Este Livro de Horas pertenceu às Colecções Reais, sabendo-se que esteve na posse de D. Fernando Saxe-Coburgo. Foi transferido do Palácio das Necessidades para o Museu Nacional de Arte Antiga, em 1915, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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