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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
51 Mov
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Mobiliário
Denominação:
Cadeira de braços
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Portugal (?)
Datação:
1470 d.C. - 1481 d.C.
Matéria:
Madeira de carvalho (da região de Colónia)
Técnica:
Madeira entalhada - talha baixa
Dimensões (cm):
altura: 180 cm; largura: 68 cm; profundidade: 52,5 cm;
Descrição:
Cadeira de braços com espaldar alto, fechada sob o assento, bem como nas ilhargas e braços. Possui três painéis entalhados em talha baixa, representando elementos da arquitectura gótica, dois na frente e um formando o espaldar. Cachaço e montantes rectos, estes últimos com vestígios de pináculos. Braços horizontais, sendo original apenas parte do braço direito (os restantes elementos são refeitos segundo desenhos antigos da cadeira). Os painéis das ilhargas, assento e base são modernos.
Incorporação:
Transferência - Conventos extintos (Convento do Varatojo, Torres Vedras)
Origem / Historial:
Esta cadeira de braços, proveniente do Seminário do Varatojo, antigo convento da invocação de Santo António, pertenceu, segundo a tradição, a D. Afonso V, monarca que em 1470 fundara um convento de franciscanos - conhecido por Convento do Varatojo -, numa propriedade régia. Segundo D. António Caetano de Sousa, na História Genealógica da Casa Real Portuguesa, o rei retirava-se para esse convento como simples particular. "Por muitas vicissitudes passou este venerável móvel mencionado (?) nos inventários feitos para os capítulos de 1672 a 1680, sob a designação de "hua cadeyra" sem qualquer outra adjectivação. Em meados de setecentos o cronista da Ordem fala da existência, na tribuna com porta para o coro, de "hua cadeyra de pao que inda hoje se guarda". A mesma "cadeyra de pao" continuu a ser assinalada até final do século, na "tribuna que o Rei fundador mandou fazer a fim de rezar nella com os religiosos e della ouvir Missa". As alusões à célebre cadeira são frequentes em escritos da segunda metade de oitocentos e do princípio do nosso século, algumas vezes acompanhados por desenhos mais ou menos minuciosos. Assim, nas "Memórias de um editor", Henrique Marques narra as impressões de uma sua estadia em Torres Vedras, por volta de 1870 e da visita ao Convento do Varatojo onde se lembra de ter visto "num dos corredores das casas baixas ... muito carunchosa e maltratada, a cadeira de alto espaldar que lá se dizia ser aquela em que se sentava o régio fundador". Três desenhos conhecidos, o do Visconde de Castilho (1878), o de Gabriel Pereira (1895) e do Alberto de Sousa, de data mais recente, mostram como era a cadeira de D. Afonso V antes de ser restaurada na sede do Conselho de Arte e Arqueologia, o que veio a acontecer por volta do ano de 1912. Desconhecemos as razões que, nessa altura, levaram os responsáveis a alterar a feição dos braços da cadeira, hoje repostos na sua forma primitiva". (Pinto, 1979, p. 25). Foi realizada uma análise de dendrocronologia por Peter Klein e Lília Esteves, a qual determinou a data do abate da árvore (1453 em diante), e a possibilidade da sua execução a partir de 1465 (vd. ABREU, BASTOS, RIBEIRO, 2005), p. 26-49). * Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006;18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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