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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1643 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Santa Ana ensinando a Virgem a ler
Título:
Santa Ana ensinando a Virgem a ler
Autor:
Arnau Bassa e Ramon Destorrents
Centro de Fabrico:
Catalunha
Datação:
1340 d.C. - 1358 d.C.
Matéria:
Têmpera
Suporte:
Madeira de choupo
Técnica:
Pintura a têmpera
Dimensões (cm):
altura: 156; largura: 112;
Descrição:
Santa Ana, sentada no centro da composição, tem no regaço a Virgem que folheia um livro com a mão direita e segura duas flores na mão esquerda. O fundo, formado por um tecido de listas largas cujas dobras laterais deixam vislumbrar o forro, tem três anjos nimbados que sustêm a cortina pela orla superior. Nos cantos laterais da arcaria semi-circular lobulada que emoldura o topo da pintura, surgem os escudos de Navarra esquartelado com o de Evreux (à esquerda) e o de Aragão (à direita). Nos registos laterais, compartimentados, aparecem representados do lado esquerdo o anjo da Anunciação, o escudo das armas de Portugal sobre o de Aragão e Santa Catarina com a roda e a palma do martírio, estando no lado direito a Virgem da Anunciação, o escudo chanfrado de Aragão e Sicília, Santa Bárbara e, por último, o escudo com as armas de Aragão.
Incorporação:
Compra - Adquirido a Georges Demotte (Paris).
Origem / Historial:
A pintura "Santa Ana ensinando a Virgem a ler" fazia parte do retábulo da capela real do castelo de Almudaina de Palma de Maiorca, obra que data provavelmente do início da conquista da ilha por Pedro, o Cerimonioso, em 1343. Durante a realização do conjunto retabular, morreram as rainhas Maria de Navarra (1347) e Leonor de Portugal (1348), cujos escudos, juntamente com os de Leonor de Sicília (mulher de Pedro, o Cerimonioso), figuram na pintura, constituindo assim um elemento de datação. O retábulo, começado cerca de 1349 e terminado cerca de 1358, ficou por pouco tempo na dita capela e, no século XV, foi cedido à igreja de Sant Nicolau de Porto Pi. Uma das tábuas - o "Calvário - passou em 1889 para o Musee de la Societat Arqueològica Lulliana. Das restantes peças que o compunham não há notícia, com excepção de cinco cimeiras ou pináculos (Museu de Mallorca) e da tábua do Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Embora as provas documentais apenas mencionem as intervenções de Ferrer Bassa e de Ramon Destorrents, tudo indica (sobretudo através de comparações estilísticas com outras obras), que Arnau Bassa teve um papel importante. Procedente da colecção Manzi, o quadro foi vendido num leilão que se realizou em Paris no ano de 1919, tendo sido posteriormente adquirido para o Museu ao antiquário Demotte em 1921. O restauro, iniciado por Luciano Freire, foi concluído por Luiz de Ortigão Burnay. * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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