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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
14 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo do Convento do Paraíso
Título:
Fuga para o Egipto
Autor:
Gregório Lopes
Datação:
1527 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 128; largura: 87,5;
Descrição:
A "Fuga para o Egipto" tem sido considerado pelos historiadores de arte o painel mais unitário de todos os que compõem o "Retábulo do Paraíso". Inseridos numa paisagem verdejante e rochosa com arquitecturas apalaçadas no plano mais recuado, a Virgem e o Menino são transportados por uma mula, ao passo que São José caminha ao seu lado, apanhando tâmaras de uma palmeira cujos ramos são vergados com a ajuda de anjos. Este, como outros pormenores inseridos na pintura, revestem-se de particular interesse na medida em que remetem, quer para os Evangelhos Apócrifos, quer para a Lenda Dourada de Varazze. Assim, e em segundo plano, está representado o milagre da seara de trigo que, segundo as referidas fontes escritas, teve lugar durante a perseguição feita pelos soldados de Herodes à Sagrada Família, no momento em que a Virgem ao passar por um campo onde trabalhava um camponês, lhe pede para, no caso de ser interrogado, dizer que os viu passar na altura das sementeiras. O trigo cresce milagrosamente e quando os soldados chegam perdem a esperança de os encontrar, uma vez que os julgam já longe do local. E podemos ver, por detrás de um casario, as figuras de dois camponeses, um a trabalhar, e outro a falar com um soldado com escudo e lança empunhada na mão esquerda. Imediatamente a seguir, tanto no terreiro ladeado por casas que dá acesso ao caminho que conduz ao castelo, como em frente da ponte com arcadas que liga os dois corpos do edifício, surgem duas colunas, a última das quais é encimada por um ídolo, o que constitui uma clara alusão ao episódio da queda dos ídolos referenciado no Evangelho apócrifo do Pseudo-Mateus que, por sua vez, se inspirou numa profecia de Isaías, de acordo com a qual, quando Cristo entrasse no Egipto, os ídolos tremeriam diante d'Ele.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento do Paraíso (Lisboa)
Origem / Historial:
O retábulo "do Paraíso", assim designado uma vez que provém do altar-mor do extinto Convento do Paraíso em Lisboa, foi já objecto de alguns estudos que resultaram em opiniões diversas e divergentes no que toca à sua autoria. Num primeiro momento, o conjunto foi atribuído a Grão Vasco (Vasco Fernandes), por Taborda e Cirilo, opinião refutada por Raczynski que propôs o nome de Abram Prim (Primus). Carl Justi apontou como autor o pintor Velascus e Émile Bertaux dividiu a série em dois conjuntos, atribuindo a "Anunciação", a "Visitação" e a "Natividade" a Cristóvão de Figueiredo, e os restantes painéis ao "Mestre do Retábulo de Santiago". Foi, porém, José de Figueiredo quem reagropou novamente as oito pinturas e as enquadrou na obra do "Mestre do Paraíso", no que foi secundado por Reinaldo dos Santos. A Myron Malkiel-Jirmounsky coube alertar para o facto de estarmos na presença de uma obra colectiva e não de um só pintor. Actualmente, e na esteira deste último historiador, ainda que se destaque o nome de Gregório Lopes na atribuição detse conjunto retabular, não há dúvida em se afrimar que se trata de uma obra de parceria, o que é desde logo visível na heterogeneidade pictórica e técnica das várias tábuas que o compõem.
 
     
     
   
     
     
     
 
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