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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
15 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo do Convento do Paraíso
Título:
Morte da Virgem
Autor:
Gregório Lopes
Datação:
1527 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 128,5; largura: 87;
Descrição:
A Virgem deitada num leito coberto por um manto verde, segura um círio na mão direita e dá a outra a São João. Este é, de entre todos os apóstolos que a rodeiam, aquele a quem é conferido maior protagonismo, o que é realçado tembém pela cor vibrante do panejamento vermelho que o cobre e pela posição central que ocupa na composição da pintura. Do seu lado direito encontra-se São Pedro com um livro de orações aberto nas mãos, cuja leitura é atentamente seguida por outros dois apóstolos. A cena tem lugar no interior de um aposento em que a parede do fundo é ocupada por uma arquitectura com decoração "à romana" que, por sua vez, abre para um outro espaço rasgado por uma janela. Em primeiro plano, uma banqueta de madeira com utensílios domésticos e alimentos dispostos como uma natureza-morta, constitui um apontamento naturalista de particular interesse.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento do Paraíso
Origem / Historial:
O retábulo "do Paraíso", assim designado uma vez que provém do altar-mor do extinto Convento do Paraíso em Lisboa, foi já objecto de alguns estudos que resultaram em opiniões diversas e divergentes no que toca à sua autoria. Num primeiro momento, o conjunto foi atribuído a Grão Vasco (Vasco Fernendes), por Taborda e Cirilo, opinião refutada por Raczynski que propôs o nome de Abram Prim (Primus). Carl Justi apontou como autor o pintor Velascus e Émile Bertaux dividiu a série em dois conjuntos, atribuindo a "Anunciação", a "Visitação" e a "Natividade" a Cristóvão de Figueiredo, e os restantes painéis ao "Mestre do Retábulo de Santiago". Foi porém José de Figueiredo quem reagropou novamente as oito pinturas e as enquadrou na obra do "Mestre do Paraíso", no que foi secundado por Reinaldo dos Santos. A Myron Malkiel-Jirmounsky coube alertar para o facto de estarmos na presença de uma obra colectiva e não de um só pintor. Actualmente, e na esteira deste último historiador, ainda que se destaque o nome de Gregório Lopes na atribuição deste conjunto retabular, não há dúvida em se afirmar que se trata de uma obra de parceria, o que é desde logo visível na heterogeneidade pictórica e técnica das várias tábuas que o compõem.
 
     
     
   
     
     
     
 
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