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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo do Convento do Paraíso
Título:
Apresentação do Menino no Templo
Autor:
Gregório Lopes
Datação:
1527 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 128; largura: 87;
Descrição:
No interior de uma igreja representa-se um primeiro momento da "Apresentação do Menino no Templo", ou seja, aquele em que a Virgem entrega o Menino a Simeão. O altar, coberto por um brocado vermelho com franjas douradas e uma toalha branca, está situado no centro da composição, sendo à sua volta que se dispõem os personagens. À esquerda, a Virgem, com a cabeça nimbada e coberta por um véu branco, está rodeada por São José que, vestido de vermelho e apoiado num bordão, segura com a mão esquerda uma gaiola com duas rolas, e pela profetisa Ana que, juntamente com outra figura feminina,têm na mão esquerda círios iluminados. À direita, e atrás de Simeão, que enverga uma mitra e panejamentos ricamente ornamentados, estão colocados três homens, grupo este que estabelece um contraponto com as três mulheres que observam a cerimónia do lado oposto do altar. Sobre o altar pende um dossel vermelho com a inscrição «ECCE VIRGO COMCIPIES ET PARIES», o que remete para o texto bíblico, mais concretamente o livro de Ísaias, pois corresponde a uma parte da profecia deste Profeta: «Ecce virgo concipiet, et pariet filium, et vocabitur nomen ejus Emmanuel» («Eis que a Virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel»). De acordo com os Padres da Igreja, a Virgem estaria a ler este texto quando lhe apareceu o anjo Gabriel.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento do Paraíso (Lisboa)
Origem / Historial:
O retábulo "do Paraíso", assim designado uma vez que provém do altar-mor do extinto Convento do Paraíso em Lisboa, foi já objecto de alguns estudos que resultaram em opniões diversas e divergentes no que toca à sua autoria. Num primeiro momento, o conjunto foi atribuído a Grão Vasco (Vasco Fernandes) por Taborda e Cirilo, opinião refutada por Raczynski que propôs o nome de Abram Prim (Primus). Carl Justi apontou como autor o pintor Velascus e Émile Bertaux dividiu a série em dois conjuntos, atribuindo a "Anunciação", a "Visitação" e a "Natividade" a Cristóvão de Figueiredo, e os restantes painéis ao "Mestre do Retábulo de Santiago". Foi, porém, José de Figueiredo quem reagropou novamente as oito pinturas e as enquadrou na obra do "Mestre do Paraíso", no que foi secundado por Reinaldo dos Santos. A Myron Malkiel-Jirmounsky coube alertar para o facto de estarmos na presença de uma obra colectiva e não de um só pintor. Actualmente, e na esteira deste último historiador, ainda que se destaque o nome de Gregório Lopes na atribuição deste conjunto retabular, não há dúvida em se afirmar que se trata de uma obra de parceria, o que é desde logo visível na heterogeneidade pictórica e técnica das várias tábuas que o compõem.
 
     
     
   
     
     
     
 
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