MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
sábado, 15 de dezembro de 2018    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
12 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo do Convento do Paraíso
Título:
Adoração dos Reis Magos
Autor:
Gregório Lopes
Datação:
1527 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 128; largura: 86,5;
Descrição:
A "Adoração dos Magos" decorre exactamente no mesmo espaço arquitectónico da pintura que a antecede - a "Natividade"-, não obstante algumas alterações de pormenor que, contudo, se revelam importantes para o entendimento da estruturação da composição e a adequação de uma temática diversa a um mesmo enquadramento. Em primeiro plano e no centro do quadro, está representada a Virgem com o Menino ao colo. À sua esquerda, São José e dois dos Reis Magos, ambos envoltos em paramentos ricamente ornamentados, estão ajoelhados, sendo secundados por um grupo de homens que ostentam estandartes. Do lado direito, o terceiro Mago, também em posição de adoração, tem por trás um cortejo de soldados com os respectivos pajens. A necessidade de integrar um grande número de personagens levou a que houvesse uma "dilatação" do espaço, o que é verificável nos extremos laterais do quadro, precisamente o lugar reservado aos dois cortejos. Saliente-se ainda que a janela que na "Natividade" se abria sobre uma paisagem rochosa, é aqui transformada em porta, ao passo que o horizonte paisagístico (neste caso, uma colina verdejante) é tranferido para a abertura colocada no fundo da composição.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento do Paraíso (Lisboa)
Origem / Historial:
O retábulo "do Paraíso", assim designado uma vez que provém do altar-mor do extinto Convento do Paraíso em Lisboa, foi já objecto de alguns estudos que resultaram em opiniões diversas e divergentes no que toca à sua autoria. Num primeiro momento, o conjunto foi atribuído a Grão Vasco (Vasco Fernandes), por Taborda e Cirilo, opinião refutada por Raczynski que propôs o nome de Abram Prim (Primus). Carl Justi apontou como autor o pintor Velascus e Émile Bartaux dividiu a série em dois conjuntos, atribuindo a "Anunciação", a "Visitação" e a "Natividade" a Cristóvão de Figueiredo, e os restantes painéis ao "Mestre do Retábulo de Santiago". Foi, porém, José de Figueiredo quem reagropou novamente as oito pinturas e as enquadrou na obra do "Mestre do Paraíso", no que foi secundado por Reinaldo dos Santos. A Myron Malkiel-Jirmounsky, coube alertar para o facto de estarmos na presença de uma obra colectiva e não de um só pintor. Actualmente, e na esteira deste último historiador, ainda que se destaque o nome de Gregório Lopes na atribuição deste conjunto retabular, não há dúvida em se afirmar que se trata de uma obra de parceria, o que é desde logo visível na heterogeneidade pictórica e técnica das várias tábuas que o compõem.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica