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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
10 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo do Convento do Paríso
Título:
Visitação
Autor:
Gregório Lopes
Datação:
1527 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de Carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 128,5; largura: 88;
Descrição:
O encontro da Virgem e Santa Isabel decorre em primeiro plano, estando as figuras representadas no acto de se abraçarem, o que está relacionado com a própria etimologia da palavra "visitação", que em Grego significa saudação, mas a que foi atribuído o sentido de "abraço". Santa Isabel, com a cabeça nimbada e coberta por um véu branco, vestido vermelho e capa verde debroada a ouro, está à esquerda da Virgem que, com o mesmo panejamento com que figura em todos os painéis deste retábulo, é secundada por dois anjos de asas douradas. Em segundo plano¸ tendo por trás um casario cuja arquitectura se filia na arte da Europa do Norte. Zacarias, com chapéu preto, panejamento vermelho e longas barbas brancas, caminha apoiado num bordão.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento do Paraíso (Lisboa)
Origem / Historial:
O retábulo "do Paraíso", assim designado uma vez que provém do altar-mor do extinto Convento do Paraíso em Lisboa, foi já objecto de alguns estudos que resultaram em opiniões diversas e divergentes no que toca à sua autoria. Num primeiro momento, o conjunto foi atribuído a Grão Vasco (Vasco Fernandes), por Taborda e Cirilo, opinião refutada por Raczynski que propôs o nome de Abram Prim (Primus). Carl Justi apontou como autor o pintor Velascus e Émile Bertaux dividiu a série em dois conjuntos, atribuindo a "Anunciação", a "Visitação" e a "Natividade" a Cristóvão de Figueiredo, e os restantes painéis ao "Mestre do Retábulo de Santiago". Foi, porém, José de Figueiredo quem reagropou novamente as oito pinturas e as enquadrou na obra do "Mestre do Paraíso", no que foi secundado por Reinaldo dos Santos. A Myron Malkiel-Jirmounsky coube alertar para o facto de estarmos na presença de uma obra colectiva e não de um só pintor. Actualmente, e na esteira deste último historiador, ainda que se destaque o nome de Gregório Lopes na atribuição deste conjunto retabular, não há dúvida em se afirmar que se trata de uma obra de parceria, o que é desde logo visível na heterogeneidade pictórica e técnica das várias tábuas que o compõem.
 
     
     
   
     
     
     
 
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