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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1165 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Retrato do Rei D. Sebastião
Autor:
Cristóvão de Morais
Datação:
1571 d.C. - 1574 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 100; largura: 85;
Descrição:
Sobre um fundo negro recorta-se a figura de D. Sebastião representado a meio corpo com uma armadura tauxiada ricamente decorada a ouro com motivos geométricos, e de cuja gorgeira e punhos saem folhos claros encanudados. Com a mão esquerda apoiada no punho da espada e a outra à cintura, o rei tem à sua esquerda um cão. Este retrato de D. Sebastião com a idade de 17 anos filia-se na produção tradicional de retratos de Corte iniciada por Anthonis Moro e desenvolvida pelo pintor português Cristóvão de Morais . A imagem do jovem rei representado a três quartos revela algumas das características técnicas e pictóricas deste pintor, e, como nota Annemarie Jordan (Portugal et Flandres), os olhos amendoados, as orelhas pontiagudas, o espaço entre os dedos alongados, os lábios carnudos e cerrados, a cabeça oval e a paleta contrastada dos pretos, vermelhos e brancos, aproximam muito este quadro de um outro retrato de D. Sebastião figurado a corpo inteiro, que se encontra no Convento das Descalzas Reales em Madrid. No quadro de Lisboa, destinado a ser oferecido ao Papa Pio V, D. Sebastião surge como um cavaleiro cristão, simbolismo que, neste caso, é ainda reforçado pela armudura e pela espada sobre a qual se apoia a mão esquerda, elementos que remetem para uma tipologia de retratos de corte dos Habsburgo. Por sua vez, a presença de um cão liga esta pintura às mais antigas representações de Carlos V, o primeiro monarca a ter-se feito retratar na companhia de um cão (pintura de Jakob Seisnegger datada de 1530).
Incorporação:
Outro - Oferta do Conde da Penha Longa
Origem / Historial:
A atribuição deste retrato a Cristóvão de Morais tem como base uma fonte documental e uma fonte iconográfica. A primeira refere-se a um documento datado de 4 de Abril de 1571, de acordo com o qual D. Catarina de Áustria pagou 12 000 reais a Cristóvão de Morais por um retrato de D. Sebastião (Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Corpo Cronológico, II, maço 248, doc.20). Por outro lado, a partir de comparações estilísticas com outras pinturas, nomeadamente com um retrato de D. Sebastião actualmente no Convento das Descalzas Reales em Madrid, também ele da autoria de Morais, mas que, ao contrário do quadro do Museu Nacional de Arte Antiga, se encontra assinado e datado (1565), é possível observar afinidades técnicas e estilísticas. Cristóvão de Morais exerceu a actividade de retratista na Corte de Lisboa entre os anos de 1522 e 1572, trabalhando sobretudo para D. Catarina da Áustria (mulher de D. João III) e para o Rei D. Sebastião. Nomeado em 1554 examinador dos pintores da Corte de Lisboa, realizou inúmeros retratos de D. Sebastião que se enquadram no tipo de retrato áulico influenciado pela obra de Anthonis Moro e Sánchez Coello. Contudo, e se tivermos em conta que o retrato mandado fazer por D. Catarina em 1571 a pedido do Papa foi visto no ano seguinte por D. Joana, aquando da passagem da obra por Madrid, e se acrescentarmos que não se conhece o quadro do Vaticano e de num dos inventários das Descalzas Reales se referir a existência de «um medio retrato de pincel, en lienzo, del dicho Sereníssimo Rey de Portugal, armado, con un lebrel cabo dél, de edad de diez y seis años", podemos por a hipótese de estarmos perante a pintura mandada fazer por D. Joana de Áustria a Cristóvão de Morais. A corroborar esta suposição alia-se também o facto de esta pintura ter sido comprada em Paris em 1885 por D. Maria Pia, tendo pertencido anteriormente à colecção de D. Maria del Carmen Aragon Azloré Idiáquez, descendente da Casa de Aragão (Occidente, nº 230). * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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