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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
7 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo de S. Bento
Título:
Menino Jesus entre os Doutores
Autor:
Mestres do Retábulo de São Bento (Gregório Lopes e Jorge Leal)
Datação:
1520 d.C. - 1525 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 178; largura: 133;
Descrição:
O Menino é representado no centro da composição, de pé, em frente a uma cadeira colocada no cimo de uma escadaria e encimada por um docel de forma circular. Rodeiam-no os doutores, a Virgem e São José (do lado esquerdo), e alguns espectadores, como o que se pode vislumbrar ao fundo, espreitando pela cortina que separa este espaço do interior do templo de um outro que lhe é contíguo. A cena representada, a última do ciclo da infância de Jesus, reporta-se ao momento em que, quando contava doze anos, acompanhou pela primeira vez os seus pais a Jerusalém por altura da festa da Páscoa. Segundo o Evangelho de São Lucas e o Evangelho árabe da infância, os dois documentos escritos que se referem a este espisódio, Jesus entrou no templo, sentou-se entre os doutores e declarou-lhes que tinha chegado o Messias, tal como havia sido anunciado por Isaías. E, ainda segundo São Lucas, «Todos quantos O ouviam estavam estupefactos com a Sua inteligência e as Suas respostas». Neste quadro de Jorge Leal e Gregório Lopes é precisamente a forma como se transmite a admiração e a incredulidade dos Doutores a nota de maior realçe. Os personagens consultam os livros (atente-se à figura vestida de negro, com óculos, que, embrenhado na leitura, segue os caracteres escritos com a mão), discutem entre si (repare-se no grupo em segundo plano, ao lado de São José), argumentam com Jesus enumerando com os dedos das mãos os seus pontos de vista, ou escutam-No atentamente.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento de São Bento da Saúde (Lisboa).
Origem / Historial:
Quer este painel, quer os outros que compunham o retábulo dito de São Bento - a Visitação, a Adoração dos Magos, a Apresentação do Menino no Templo, todos no Museu Nacional de Arte Antiga, assim como o desaparecido Cristo deposto da Cruz - perteciam ao conjunto retabular da Capela do Salvador da Igreja do Convento de São Francisco, em Lisboa. Daí transitaram no século XVII para a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres do Mosteiro de São Bento da Saúde e, com a extinção das ordens religiosas em 1834, para a Academia Real de Belas Artes, de onde passaram para o Museu Nacional de Arte Antiga. Adriano de Gusmão publicou um documento de 17 de Maio de 1525, descoberto por Vitorino Magalhães Godinho (Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte II, maço 125, nº 150), de acordo com o qual os pintores de Lisboa Jorge Leal e Gregório Lopes tinham acabado de pintar o retábulo para a Capela do Salvador do Mosteiro de São Francisco, trabalho que iria ser avaliado por Jorge Afonso (pintor régio) e por Antão Leitão (pintor do Senado). Com base neste testemunho, a que se junta, igualmente, o documento encontrado por Reinaldo dos Santos na Torre do Tombo e que pertencia a um Livro de Notas do Mosteiro de São Bento da Saúde (Códice nº 21 do Cartório de São Bento), pôde-se determinar tanto a autoria/parceria da obra, como a sua data de execução.
 
     
     
   
     
     
     
 
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