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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Grão Vasco
N.º de Inventário:
2150
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Cristo no Horto/Políptico da Capela-mor da Sé de Viseu
Autores:
Vasco Fernandes (c.1475-1542)
Henriques, Francisco (act.1508-1518)
Local de Execução:
Viseu
Datação:
1501 d.C. - 1506 d.C.
Suporte:
Madeira de Carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 131; largura: 81; espessura: 2,5;
Descrição:
Painel do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu (1501-1506). Em atitude de oração, olhando o anjo que surge do céu para o apaziguar, Cristo ocupa o centro do espaço da representação. No primeiro plano, no limite do campo figurativo, representam-se os apóstolos incautamente adormecidos. Ao longe, numa paisagem envolta na luz de transição entre a noite e o dia, figura o grupo de soldados que se encaminham no sentido de Cristo para o momento sequente da prisão. Apesar da ausência de peso das figuras, particularmente da figura de Jesus Cristo, cujo manto parece recortar-se e desprender-se do solo, das incorrecções anatómicas da figura de São Pedro, de perfil, com a adaga debaixo do braço, este painel - pela utilização sensível e dramática da luz e pelo equilíbrio da composição - é o mais interessante do ciclo da Paixão de Cristo. À semelhança do que sucede com o tema da Última Ceia, o painel em questão, fundamentalmente pelos materiais figurativos, aponta para uma relação directa entre os retábulos da Sé de Viseu e da Igreja de São Francisco de Évora.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Sala do Capítulo da Sé de Viseu, ao abrigo do Decreto 2: 284-C de 16 de Março de 1916, que cria o Museu de Grão Vasco.
Origem / Historial:
Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006
 
     
     
   
     
     
     
 
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