MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
segunda-feira, 10 de agosto de 2020    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
N.º de Inventário:
918
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Escultura
Denominação:
Adão e Eva
Datação:
1929 d.C. - 1939 d.C.
Matéria:
Terracota policromada
Técnica:
Escultura em terracota policromada
Dimensões (cm):
altura: h: 167; m: 159; largura: h: 57; m: 54; profundidade: h: 46; m: 43;
Descrição:
A versão original de 1929, exposta no Salon d' Automne de Paris, foi realizada para integrar o projecto decorativo de uma fonte do arquitecto Paul Andrieu, tendo sido adquirida nesse mesmo ano pelo Estado francês. Neste grupo constituído por duas estátuas, Adão e Eva estão frente a frente, momentos antes do pecado original narrado pela Bíblia, ela oferecendo-lhe o fruto proibido e ele elevando as mãos ao peito, num sinal devotivo, corpos de uma nudez primitiva, estilizada e sensual, ambos voltando a cabeça para uma luz superior. Imagem mítica de uma idade da inocência, proposto num simbolismo e estilização Art Déco evidentes (cf. texto de Pedro Lapa no catálogo do Museu do Chiado, p. 268). A invulgar pele vermelha das figuras, que um crítico francês em 29 identificou com os índios da América do Sul, assim como a estilização e fisionomia do grupo, revelam justamente a procura moderna de um exotismo primitivo ou de uma nostalgia ancestral, oferecendo-se como "espectáculo silencioso e sacralizado" (cf. HENRIQUES, Paulo, coord. - Canto da Maya. Lisboa, 1990, p.132). Do melhor que se fez em escultura em Portugal na 1ª metade do século, nas franjas do modernismo.
Incorporação:
Compra - Adquirido pelo Estado ao artista
Origem / Historial:
* Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 * Adquirido pelo Estado ao artista em 1939 e exposto pela primeira vez em Portugal em 1943, na exposição individual do escultor no Estúdio do SPN.

Bibliografia

ANDRADE, Sérgio Guimarães de - Escultura Portuguesa/ Portuguese Sculpture. Lisboa: CTT Correios, 1997, pág. 67 cor

Art Portugais: Peinture et sculpture du Naturalisme à nous jours. Lisboa: SNI, 1968, pág. cat. 36 p/b

Arte Portugués: Pintura y escultura del Naturalismo a nuestros dias. Lisboa: SNI, 1968, pág. cat. 36 p/b

Arte/ Boletim da Sociedade Nacional das Belas Artes. Ano 1, nº 2. Abril. Lisboa: SNBA, 1951, pág. 13 p/b

FRANÇA, José-Augusto - "Os anos vinte". In Panorama da Arte Portuguesa no século XX. Porto: Fundação de Serralves/ Campo das Letras, 1999, pág. 70 cor

FRANÇA, José-Augusto - A arte em Portugal no século XX. Lisboa: Bertrand, 1974, pág. 258 p/b

HENRIQUES, Paulo - "Canto da Maya et la sculpture française". In Canto da Maya. Paris: C. C. Calouste Gulbenkian, 1995, pág. 17

HENRIQUES, Paulo - "Do Isolamento: Arte Portuguesa no Tempo de Fernando Pessoa". In Arte Moderna Portuguesa no tempo de Fernando Pessoa, 1910-1940. Zurique: Edition Stemmle, 1997, pág. 48 p/b

HENRIQUES, Paulo - "Modernismo: 1912-1945". In Imagens da família: Arte portuguesa 1801-1992. Caldas da Rainha: IPM, 1994, pág. 42

HENRIQUES, Paulo, coord. - Canto da Maya. Lisboa: IPPC/ FCG, 1990, pág. 133 cor

LAPA, Pedro - Museu do Chiado: Arte Portuguesa (1850-1950). Lisboa: IPM/ Museu do Chiado, 1994, pág. cat. 179 cor

PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Vol. 1. Lisboa: 1954, pág. 180

PAMPLONA, Fernando de - Um século de pintura e escultura em Portugal (1830-1930). Porto: Livraria Tavares Martins, 1943, pág. 264

SANTOS, David - Da escultura à colagem, outras disciplinas nas colecções do Museu do Chiado (1940-1960). Lisboa: IPM/ MFTPJ, 2002, pág. 18 cor

SILVA, Raquel Henriques da - "Anos 30: O desejo de expressão, crítica e ultrapassagem do modernismo". In Panorama da Arte Portuguesa no século XX. Porto: Fundação de Serralves/ Campo das Letras, 1999, pág. 117

SILVA, Raquel Henriques da - "Sinais de ruptura: "livres" e humoristas". In PEREIRA, Paulo, dir. - História da Arte Portuguesa. Vol. 3. Lisboa: Círculo de Leitores, 1995, pág. 391 cor

SILVA, Raquel Henriques da - Canto da Maia. In Arte portuguesa do século XX [CD-ROM]. Lisboa: IAC, 1998, pág. fig. 31 cor

TANNOCK, Michael - Portuguese 20th century artists: A biographical dictionary. Chichester: Phillimore, 1978, pág. 165 p/b

NUNES, Paulo Simões- «Canto da Maia», in PEREIRA, José Fernandes (dir.)- Dicionário de Escultores Portugueses. Lisboa: Caminho, 2005, pág. 376

ERNESTO CANTO DA MAIA (1890-1981) - O Escultor Português do Silêncio. Lisboa: [s.n.], 2010, pág. 13 p/b

Exposição Canto da Maya. Lisboa: Secretariado de Propaganda Nacional, 1943, pág. 44

 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica