MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
segunda-feira, 20 de novembro de 2017    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
N.º de Inventário:
34
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Milheiral
Datação:
1911 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 130; 172; largura: 200; 242;
Descrição:
Paisagem. Sob um intenso sol de Verão, em primeiro plano, uma seara de milho já seca com algumas abóboras. Ao longe, um grupo de ceifeiras e em último plano, no horizonte acima da metade horizontal do quadro, casas e arvoredo. Obra de grande efeito cromático e cenográfico, de pincelada segura e livre, evidencia-se nela o amarelo intenso da seara e as pinceladas de castanho, laranja e verde nas sombras das folhas. No fundo, tudo se esbate em violetas, azuis e brancos. Contraponto solarengo e efervescente desta paisagem portuguesa a uma brumosa e serena Bretanha da "Manhã em Clamart" (cf. Observações), evidenciando ambas o extremo sensualismo da paleta de Carlos Reis.
Incorporação:
Transferência - Academia de Belas Artes de Lisboa
Origem / Historial:
Carlos Reis terá realizado esta paisagem estremenha como prova de concurso para obtenção da bolsa oficial de pensionista do Estado em Paris (c. 1889). Depois, em 1911, já como 1º director do antigo MNAC (actual Museu do Chiado), fez transferir este quadro da Academia de Belas Artes para o Museu, em substituição do quadro Manhã em Clamart, perdido em 1901 no naufrágio do vapor Saint-André, que transportava parte das obras de arte expostas na Exposição Universal de Paris, 1900, juntamente com a grande tela "A Feira", quadro seu adquirido pelo Estado nesse ano (cf. Observações).

Bibliografia

COSTA, Lucília Verdelho da - "Carlos Reis e o naturalismo do século XIX". In Pintura de Carlos Reis: Catálogo. Torres Novas: Câmara Municipal de Torres Novas, 1994, pág. 28

FRANÇA, José-Augusto - "O fim de oitocentos e os anos dez". In Panorama da Arte Portuguesa no século XX. Porto: Fundação de Serralves/ Campo das Letras, 1999, pág. 24 cor

FRANÇA, José-Augusto - A arte em Portugal no século XIX. Vol. 2. Lisboa: Bertrand, 1967, pág. 220

FRANÇA, José-Augusto; COSTA, Lucília Verdelho da - Arte Portuguesa do século XIX. Lisboa: IPPC, 1988, pág. 260 cor

GONÇALVES, Artur; LOPES, Gustavo de Bívar Pinto - Carlos Reis. Torres Novas: 1942, pág. 41

Homenagem a Carlos Reis: Fundador e 1º director do Museu. Lisboa: MNAC, 1963, pág. est. 26 p/b

MACEDO, Diogo de - Carlos Reis: Um paisagista. Colecção Museum. 1ª série, nº 3. Lisboa: MNAC, 1947, pág. 11 p/b

MATIAS, Maria Margarida - "O naturalismo na pintura". In RIO-CARVALHO, Manuel, dir. - História da Arte em Portugal: do Romantismo ao fim do século. Vol. 11. Lisboa: Alfa, 1986, pág. 107

LAPA, Pedro - Museu do Chiado: Arte Portuguesa (1850-1950). Lisboa: IPM/ Museu do Chiado, 1994, pág. cat. 190 cor

PAMPLONA, Fernando de - "No centenário de Carlos Reis: Retrospectiva da sua obra no Museu de Arte Contemporânea". Colóquio/ Revista de Artes e Letras. Nº 27. Fevereiro. Lisboa: FCG, 1964, pág. 28

PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Vol. 3. Lisboa: 1957, pág. 284

RODRIGUES, António - "Efabulação, suspensão e contestação do tempo na arte portuguesa 1900". In Portugal 1900. Lisboa: FCG, 2000, pág. 192 cor

SILVA, Raquel Henriques da - "Romantismo e pré-naturalismo". In PEREIRA, Paulo, dir. - História da Arte Portuguesa. Vol. 3. Lisboa: Círculo de Leitores, 1995, pág. 353

FIGUEIREDO, Maria Rosa (coord.) - Museu Calouste Gulbenkian: Portugal 1900. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000, pág. 491 cor

 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica