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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Machado de Castro
N.º de Inventário:
11267;P37
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Virgem (fragmento) / Tríptico da Paixão de Cristo
Autor:
Quentin Metsys (Lovaina, 1466 - Antuérpia, 1530)
Oficina / Fabricante:
Antuérpia
Datação:
1514 d.C. - 1517 d.C.
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: máx.47; comprimento: máx.31,5;
Descrição:
Fragmento de pintura a óleo sobre madeira, de forma ovalada, correspondente à tábua central do Tríptico da Paixão de Cristo, de Quentin Metsys. A Virgem, em busto, posição frontal, cabeça ligeiramente inclinada sobre a esquerda, olhos semi-cerrados e semblante triste, cruza as mãos sobre o peito, num gesto simultâneo de dor e resignação. Tem a cabeça envolta num véu branco, sobrepujado pelo manto com orla dourada de decoração vegetalista. Nas costas foi inciso e pintado um texto de acção de graças à Virgem, cuja letra remete para o séc. XVIII, que transformou este fragmento em ex-voto (v. imagem, em Multimédia). A forma do quadro é um falso oval, pois a extremidade direita é uma tira pertencente a uma zona inferior da orla do manto da Virgem como facilmente se depreende do bordado fingido a ouro. Os repintes grosseiros, na cor e na pincelada, em vários pontos, mas por de mais aparentes no punho esquerdo, mostram que a obra a que refere o ex-voto da prioreza, assinalado nas costas da peça, mais não foi do que aproveitamento de uma parte do tríptico que um desastre - inundação ou incêndio - arruinara. Aliás, a representação de arquitecturas figuradas nos volantes mostra que os topos rectilíneos que eles apresentam correspondem a uma mutilação. Moldura de forma rectangular, dourada e preta, de manufactura recente. A hipótese de ligação deste fragmento aos dois volantes do Tríptico com Cenas da Paixão de Cristo (P37A/B e P37C/D), foi emitida por José de Figueiredo em 'Melanges Hulin de Loo", Bruxelles et Paris, 1931, pp.161 a 181; p.167(1) e desde aí tradicionalmente aceite, sendo corroborada pela composição pictural que representa ou uma Virgem do Calvário, ou uma Mater Dolorosa, ambas iconografias associadas à Paixão de Cristo. Os temas do conjunto, as dimensões das figuras (cânones) sugerem que a representação central fosse um Calvário. A Anunciação - primeiro momento da vida terrena de Cristo - figurada nos reversos dos volantes, reforça essa hipótese: o Calvário fecha o ciclo da Sua vida terrena.
Incorporação:
Transferência - Conventos Extintos. Casa do Capítulo do Convento de Santa Clara, Coimbra.
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006; 18/07/2006* Fragmento da tábua central do Tríptico da Paixão de Cristo , atribuido a Quentin Metsys. Encomendado na Flandres através do feitor Silvestre Nunes (em Antuérpia entre 1513 e 1517) e transportado por ele para Portugal, foi oferecido por D. Manuel I, em Setembro de 1517 para a Casa do Capítulo do Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Quando as clarissas mudaram para o novo convento, a partir de 1677, os dois volantes do tríptico foram colocados no coro-alto, não havendo porém notícia exacta da localização deste fragmento em Santa Clara-a-Nova. Todo o conjunto transitou para o Museu Machado de Castro em Outubro de 1911, através de António Augusto Gonçalves, mas só em 1931 José de Figueiredo, publica a ligação deste fragmento aos dois volantes do tríptico.
 
     
     
   
     
     
     
 
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