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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu de Évora
N.º de Inventário:
ME 1518
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Ressurreição
Autores:
Anónimo flamengo
Mestre do Retábulo da Sé de Évora (Círculo de Gerard David, 1460-1523)
Datação:
1530 d.C. - 1537 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 76; largura: 87;
Descrição:
A "Ressurreição" é o tema desta pintura. Ao centro, Cristo, de pé, em frente da entrada do sepulcro que tem a forma de um pequeno montículo que divide o fundo da composição em duas metades. Cristo coberto com uma grande capa vermelha, entraberta ao meio, segura, na mão esquerda, o estandarte com a cruz vermelha, símbolo da sua vitória sobre a morte. No chão, em volta da entrada, três soldados que se encontram imobolizado. Um deles encosta a cabeça aos joelhos, o segundo está de costas para o espectador, dsentado no chão e apoiado numa das mãos e o terceiro senta-se encostado ao sepulcro, voltando o rosto para Cristo, na direcção de quem ergue uma das mãos. Ao fundo, do lado esquerdo, a pintura abre-se para uma paisagem que se desenvolve em grande profundidade e na qual se vê um rio, uma torre e diversas outras construções.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Biblioteca Pública de Évora
Origem / Historial:
Este painel , do qual se ignora a data de execução e o autor, faz parte de um conjunto de seis tábuas representando a Paixão de Cristo do qual faz parte, ainda, a "Última Ceia", a "Prisão de Cristo", o "Descimento da Cruz", "Jesus perante Pilatos" e a "Ascenção", foi durante bastante tempo considerado com sendo a predela do retábulo-mor flamengo da capela-mor da Sé de Évora. Aquela que parece ser a primeira referência escrita a este retábulo data de 1537, ano em que o Cardeal Infante D. Afonso efectua uma visita à Sé de Évora. No relato desta visita, publicado por Túlio Espanca (Espanca, 1944 e 1970-71), refere-se a existência de um retábolo com as cenas da Paixão, que estaria colocado na capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, reformulada cerca de 1530 por iniciativa de João Mendes de Vasconcelos. Tendo a capela voltado a ser reformulada cerca de 1620, estes painéis foram retirados do seu lugar original e votados ao esquecimento. E é sómente no início de século XIX que o Arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo os vai trazer de novo à luz . Ao encontrar estes painéis, bem como o antigo retábulo da capela-mor da Sé, abandonados e em muito mau estado de conservação no Paço Arquiespiscopal, o arcebispo encarrega Matias José de Castro, pintor que então se ocupava dos tectos da biblioteca de Évora, de restaurar todas estas pinturas, as quais passarão a figurar na sua colecção. A colecção de D. Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas irá dar origem à colecção da Biblioteca Pública de Évora a qual, a 1 de Março de 1915, é transferida para o Museu de Évora.
 
     
     
   
     
     
     
 
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