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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
997.5.1
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Arquitectura (materiais de construção e revestimento)
Denominação:
Ralo de canalização
Grupo Cultural:
Romano
Datação:
II d.C. - Época Romana
Matéria:
Chumbo
Técnica:
Fundição
Dimensões (cm):
altura: 27,5; largura: 15; espessura: 9,8;
Descrição:
Ralo de canalização de forma piramidal, de base rectangular, truncado na extremidade distal onde apresenta uma saliência rectangular no centro da qual se insere um orifício de largo diâmetro de onde partia a canalização propriamente dita. A parte de baixo parece ter sido concebida a partir de uma grande chapa de chumbo, que após lhe ter sido dada a forma, unia no anverso da peça. Uma das faces laterais, é perfurada com orifícios com o mesmo diâmetro, sendo a parte inferior igualmente perfurada com quatro orifícios.
Incorporação:
Achado - Intervenções arqueológicas.
Proveniência:
Santa Vitória do Ameixial
Origem / Historial:
A descoberta da villa romana de Santa Vitória do Ameixial ocorreu na sequência de trabalhos de exploração de uma pedreira na aldeia de Santa Vitória. O proprietário dos terrenos comunicou o facto a José Leite de Vasconcelos, que já suspeitaria da existência de importantes vestígios arqueológicos no local, tendo enviado o conservador do museu Luis Chaves, para proceder a escavações, o que ocorreu 1915 e 1916. A publicação dos resultados só viria a ocorrer bastante mais tarde, no vol. 30 da 1ª série de “OAP”, de 1938. “Villa dos Mosaicos lhe chamei em 1916 num artigo de O Seculo da Noite, de 26 de Março (…). A princípio das escavações de Santa-Vitória, supus-me sôbre as ruínas dum vicus de colonos (…). À medida que as escavações se alargavam, convenci-me de que estava ali, não o que restava de um aldeamento, mas de uma autêntica villa de grande proprietário, senhor das terras, que a circundavam, e formariam ubérrimo latifúndio nas mãos de bom lavrador (…). Luis Chaves escava parte da villa, que se encontrava já muito destruída, pelo saque a que vinha sendo sujeita pela população local, para a recuperação e reaproveitamento dos materiais de construção, nomeadamente a pedra, pondo a descoberto o peristilo da residência senhorial e as termas, ambas com notáveis pavimentos de mosaico. Para além dos mosaicos, o espólio integra ainda importantes vestígios de escultura de vulto e escultura arquitectónica, materiais de construção, moedas, cerâmicas, utensílios e adornos variados.
 
     
     
   
     
     
     
 
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