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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 142
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Escultura
Denominação:
Estatueta de Ptah-Sokar-Osíris
Título:
Coleção Egípcia
Local de Execução:
Egipto
Centro de Fabrico:
Mênfis ?
Datação:
III a.C. - II a.C. - Período ptolemaico
Matéria:
Madeira pintada
Técnica:
Escultura com pintura polícroma
Dimensões (cm):
altura: 44; largura: 9,5;
Descrição:
Estatueta osiriforme profusamente decorada na sua parte frontal, a qual se pode dividir em quatro registos: o grande colar "usekh", rematado nas pontas por cabeças de falcão solarizado e composto por oito voltas com motivos florais separados por círculos em fundo preto; o escaravelho alado que empurra o disco solar tendo sobre a ponta das largas asas olhos "udjat" apoiados em signos "neb", depois, separados por frisos coloridos, vê-se com alguma dificuldade um quadro composto pelo deus Osíris em posição central com as insígnias típicas (ceptros e coroa) ladeado pelas deusas Néftis e Ísis com os respectivos signos identificadores praticamente desaparecidos; segue-se, dos joelhos para baixo, uma inscrição hieroglífica em três colunas delimitadas, cuja leitura prossegue pela curvatura dos pés, vindo terminar já no início da pequena base que está decorada com um motivo geométrico pintado, de forma rectangular. A parte posterior da estatueta não apresenta o cromatismo da frente, limitando-se a exibir duas barras verticais que acompanham o pilar dorsal desde o limite da cabeça até à base. Em estatuetas semelhantes o pilar dorsal contém uma inscrição, mas tal não sucede neste caso ( tipo IV de Raven com semelhanças do tipo IV C). Sobre a cabeça notam-se ainda vestígios de simbologia superior formada pelas altas penas com o disco solar da iconografia de Ptah-Sokar-Osíris, atributos estes que desapareceram. Quanto à longa inscrição hieroglífica em três colunas, ela inicia-se com a fórmula de "hotep-di-nesu", seguindo-se a dedicatória a Osíris. Grande parte da inscrição foi apagada, reconhecendo-se isoladamente este ou aquele signo. No entanto, mesmo que a totalidade do texto estivesse em condições de ser lida, esperava-se que ele não fizesse muito sentido, pois a estatueta data de uma época muito tardia (dinastia ptolomaica) em que os textos hieroglíficos pintados nos materiais funerários ganham sobretudo um efeito mágico e decorativo, com os executantes das obras a não fazerem qualquer ideia daquilo que estavam a escrever e sem se aperceberem do valor dos signos que iam copiando desordenadamente de outros textos. Acresce ainda o facto, comprovado em vários materiais do período em questão, que muitos dos signos então usados têm um valor criptográfico, pelo que, mesmo quando surgem correctamente desenhados e num contexto redaccional aparentemente lógico, a sua "leitura" é outra.
Incorporação:
Doação - Colecção Palmela
Proveniência:
Mênfis ?.
Origem / Historial:
Integra conjunto de peças que o Duque de Palmela doou ao MNA. Exposta na " Sala do Egipto" até 1980 ( armário nº 2).
 
     
     
   
     
     
     
 
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