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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
17039 bis
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Artefactos ideotécnicos
Denominação:
Molde para amuleto com inscrição árabe
Grupo Cultural:
Islâmico
Datação:
Idade Média - Contexto Islâmico
Matéria:
Ardósia
Dimensões (cm):
largura: 3,4; espessura: 0,6-0,8; comprimento: 5,4;
Descrição:
Molde de ardósia. Apresenta forma de uma placa rectangular, polida em ambas as faces. A face interior ostenta uma inscrição em árabe, situada no interior de uma cercadura circular e composta por cinco linhas. Esta cercadura está encimada por dois pequenos círculos, contendo cada um deles um ponto. Da base da cercadura desenvolve-se uma cavidade que alarga junto da extremidade da placa. A face exterior apresenta-se polida, com dois orifícios nos cantos superiores e uma cercadura gravada incompleta. A inscrição consta de cinco linhas de escrita realizada de uma maneira muito rudimentar. Apresenta-se pouco legível e por isso não oferece uma leitura clara. Lê-se, no entanto, algumas palavras soltas, designadamente : "Allah" (Deus) e, noutra linha "khuld" (eternidade). Apesar de evocação de Deus aí patente, não nos parece tratar-se de um trecho alcorânico pela simplês razão que a palavra "khuld" aparece no texto sagrado sempre com o artigo definido "al". Segundo o registo do Inventário Geral existe no acervo do MNA a outra parte deste molde, nº Inv. 17039 que, no entanto, até à data (29/12/1998) não foi localizada. Sem se dispor de uma leitura completa, incluíndo o texto da outra parte do molde, é um pouco arriscado definir a sua utilização. Parece contudo verosímil a sua utilização como molde para fazer amuletos em função da existência de orifícios, provavelmente para suspensão, nos pequenos círculos que encimam a cartela circular que contém a inscrição. No panorama das colecções portuguesas existem outros moldes em ardósia. Um, muito similar ao acima descrito no seu aspecto, mas ainda não lido, encontra-se no Museu Rainha D. Leonor em Beja. De proveniência desconhecida, integrava uma colecção numismática segundo a informação de Leite de Vasconcellos. Segundo a opinião de estudioso de numismática árabe, José Rodriguês Marinho, aquele molde serviria para produzir selos em cera para documentos. Um outro, encontrado em Pias, está actualmente no acervo do Museu de Serpa. O conteudo da inscrição apontaria naquele caso para a utilização como molde para produzir amuletos. Abel Viana, entre os achados provenientes do Castro da N. Srª da Cola, assinala a existência de pequenas rodelas de xisto, gravadas numa das faces, aventando a hipótese de se tratar de amuletos árabes. Ainda não foram estudados, desconhecendo-se o seu actual paradeiro. É provável que se encontrem, com o restante espólio de Abel Viana, nas reservas do Museu Rainha D. Leonor em Beja.
Incorporação:
Doação - Oferecido ao museu por Pedro Mascarenhas Júdice
Proveniência:
Silves.
Origem / Historial:
Este molde de ardósia provém de Silves onde foi encontrado aquando das escavações junto do edifício da Câmara Municipal. Pertenceu à colecção de antiguidades de Pedro Mascarenhas Júdice que o ofereceu ao museu em 1920. Pedro Mascarenhas Júdice, conhecido historiador de Silves e benemérito do museu, interessou-se bastante pelo período árabe o que também se reflectiu na composição da sua colecção. Fez diligências junto do arabista David Lopes para obter a leitura da inscrição contudo esta solicitação não se concretizou.
 
     
     
   
     
     
     
 
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