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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AL.056
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Escultura
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Angola
Grupo Cultural:
Woyo
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Madeira e pigmento branco.
Dimensões (cm):
altura: 20;
Descrição:
Conjunto de três figuras humanas, sentadas em linha sobre uma base retangular com um degrau em que apiam os pés, de um naturalismo plástico em que apenas se eliminaram as mãos (sobre o ventre deveriam ter um receptáculo, que agora lhes falta). As cabeças são semi-esféricas, inclinadas para trás, com um friso de sulcos circulares e outros longitudinais: a meio da testa e de cada lado das têmporas, um losango tracejado. A superfície da base é recoberta por uma decoração geométrica entrelaçada. Talhada numa sópeça de madeira, a base e as figuras são recobertas por um engobo esbranquiçado.
Incorporação:
Doação
Proveniência:
Cabinda, Angola
Origem / Historial:
Os "minkisi" são figuras que materializam as forças da terra invisível dos mortos e que sob o controlo humano atuavam ao nível pessoal, político e económico dentro das comunidades Kongo. «Alguns "minkisi", como a Ordem de Cristo, tomaram a forma de associações de pessoas com funções ou estatuto social especiais. A figura de um homem e as duas duas mulheres (cat. 31, pág. 39) [esta peça] fazia provavelmente parte dos apetrechos rituais de um iniciado da associação Lemba, a qual recrutava comerciantes ricos na região Norte do Congo. A cor branca indica que a peça ajudou a alcançar a paz e a prosperidade. Faltam os pacotes de "remédios". O padrão dos motivos decorativos esculpidos na base é vulgar nos materiais tecidos.» «No pensamento dos povos Kongo, um "nkisi" (pl. "minkisi") era uma força personalizada da terra invisível dos mortos que tinha escolhido, ou sido induzida a submeter-se a um certo grau de controlo humano efetuado através de rituais. O perito que conduzia tal ritual era o "nganga" (operador ou sacerdote; pl. baganga) do nkisi. O ritual podia ser mais ou menos elaborado, demorar uns minutos ou muitos anos a ser completado e requerer a participação de qualquer número de pessoas, de um só indivíduo a uma aldeia inteira ou mais. Incluia habitualmente cantos, danças, restrições de comportamento, recintos especiais e espaços preparados, e um aparato material vagamente prescrito. O aparato material incluía instrumentos de música, a presença do nganga e dos seus pacientes, ou clientes, artigos de uso, remédios e, finalmente, um objeto central que era o próprio "nkisi" no sentido restrito de recetáculo da força que dava poder.» «Um "nkisi" foi revelado plo espírito ao "nganga" que primeiro o compôs, que recebeu instruções quanto ao seu uso e que, através da iniciação, pode instruir o seu sucessor. A composição era alcançada acrescentando "remédios" ao receptáculo - uma figura de madeira, um pote de barro, um corno de animal, um saco ou uma combinação de tudo isto. Os remédios consistiam de matérias naturais escolhidas quer porque visualmente representavam os atributos a ser encarnados nesse particular "nkisi"...» Fonte - MacGaffey, 2000: 44.
 
     
     
   
     
     
     
 
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