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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
994.9.4
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Escultura
Denominação:
Estátua de homem togado
Centro de Fabrico:
Fabricada talvez nas oficinas de Mérida no século I.
Grupo Cultural:
Romano
Datação:
30 d.C. - 40 d.C. - Época Romana
Matéria:
Mármore
Dimensões (cm):
altura: 168,5; largura: 81,9; espessura: 42;
Descrição:
Estátua masculina vestida de túnica e ampla toga com dobras dos panejamentos, usadas segundo a moda imperial do século I d. C. Falta-lhe a cabeça, todo o braço direito, o pulso e a mão esquerda, além dos pés e pernas que foram jarretados por baixo dos joelhos, encontrando-se assente sobre um plinto. Também a toga foi danificada em alguns pontos. O peso da figura descansa na perna esquerda, uma vez que a direita se encontra ligeiramente flectida, actualmente partida desde um pouco abaixo do joelho. Como é habitual nas estátuas togadas, o braço esquerdo - o único conservado - dobra-se e dirige-se para a frente segurando os compridos panejamentos da toga, encontrando-se partida a borda inferior desta. É possível que o braço direito caisse junto ao torso. A toga foi colocada à maneira clássica, com um "balteus" estreito, que passa pela anca direita e sobe em direcção ao ombro esquerdo, sobre o qual recai uma pequena prega da túnica. O "sinus" aparece descaindo em arco sobre a perna direita, não chegando a cobrir a totalidade do joelho. O "umbo", por sua vez, ocupa a sua característica posição centrada e apresenta a forma de « U », no centro do torso. Na base do pescoço do personagem abre-se uma concavidade semi-circular destinada a receber uma cabeça amovível. A estátua serviu de suporte para as "cabeças retrato" de imperadores ou altos funcionários imperiais, exposta presumivelmente num contexto de culto ou homenagem pública à autoridade romana. (Segundo ficha do Catálogo de Escultura Romana do MNA, da autoria de José Luis de Matos). Esta peça faria parte integrante de um programa iconográfico estatuário juntamente com as restantes de que falam André de Resende e Amador Arrais no século XVI (ver Origem/Historial). Este tipo de escultura de vulto inteiro presta, muitas vezes, alguma dependência em relação à arquitectura, estando prevista a sua colocação para um nicho, ficando por isso com uma parede pelas costas, deste modo o acabamento da parte de trás da escultura surge desprezado ou pouco cuidado como é o caso desta peça.
Incorporação:
Doação - Deu entrada no Museu Nacional de Arqueologia, no ano de 1902, oferta do Visconde da Amoreira da Torre.
Proveniência:
Mértola
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* Desde a sua descoberta até ao presente, o percurso deste togado é longo. Encontrado em Mértola no século XVI deve fazer parte das oito ou dez estátuas a que se refere André de Resende nos seus escritos ( " Antiquitatum Lusitaniae et de Municipio Eborensi, De Myrtili " ) ou das cinco ou seis mencionadas por Amador Arrais ( "Diálogos" ) e que, descoberta em Mértola em vida daqueles dois escritores (século XVI ) foi trazida para a Quinta da Amoreira da Torre, perto de Montemor-o-Novo no século XVII, onde permaneceu até aos finais do século XIX quando foi redescoberta por Gabriel Pereira. Deu entrada no Museu Nacional de Arqueologia, no ano de 1902, oferta do Visconde da Amoreira da Torre de Montemor-o-Novo. Segundo a ficha de Inventário nº 21520 que corresponde a esta peça, que a seguir se trancreve, subtende-se que o togado viria acompanhado da cabeça de Augusto a corresponde o nº 994.4.2: "Estátua marmórea, alvinitente, de roman togado, mutilada (falta-lhe as pernas, o braço direito e a mão esquerda e tem a cara esmurrada); se as roupagens estão bem conservadas, as arestas nítidas, de uma elegância, e de execução nada vulgares. Foi encontrada em Mértola, no séc. XVI; mas esteve na Quinta da Amoreira da Torre, ao pé de Montemor-o-Novo - servindo de ornato dentro de um nicho - de onde veio para o Museu nos principios deste século XX, oferecida pelo seu proprietário, o Sr. Visconde da Amoreira da Torre. 2,05 plus minus, 1,64 p.m. (sem cabeça)" Existem semelhanças múltiplas entre esta peça e a estátua de togado exposta no Museu da Câmara Municipal de Mértola. No Diário do Governo nº 52, de 6 de Março de 1902, foi publicado um Louvor do Ministro das Obras Públicas, Comércio e Industrias ao Sr Visconde da Amoreira da Torre pela oferta destas estátuas. (OAP VII, p.100).

Tipo

Descrição

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Número de inventário: 12147 Autor: José Pessoa Localização: DDF

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Número de inventário: T.II - 129 Autor: António Ventura Localização: Arquivo MNA

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