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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
E 3398
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Escultura
Denominação:
Estátua de guerreiro calaico
Grupo Cultural:
Cultura Castreja do Noroeste
Datação:
I d.C. - Época Romana
Matéria:
Granito
Dimensões (cm):
altura: 173; largura: 54; espessura: 30;
Descrição:
Peça apresentada pelo Prof. Doutor Thomas Schattner A estátua de guerreiro, sobre o qual se centra a nossa atenção pertence ao grupo tipológico dos guerreiros lusitano-galaicos, que estão entre os maiores monumentos que o MNA possui. Este grupo tem vindo ultimamente a ganhar novo protagonismo na investigação devido à ligação que evidentemente têm com estátuas do centro da Europa, pertencentes à escultura monumental celta, evidenciando assim conexões através de toda a Europa em época precoce. Os achados sensacionais destas esculturas celtas, que se conheceram, também através da imprensa internacional, tal como as estátuas em tamanho natural do Glauberg, no país de Hesse/Alemanha ou o “Homem de Hirschlanden” bem como o “Guerreiro de Capestrano” (Alemanha/Itália) propulsionaram a investigação e colocaram o tema da escultura monumental celta novamente no centro das atenções. Há perguntas sobre a sua difusão, sobre a formação dos grupos regionais (estilos regionais), sobre os contextos, as dependências e nem por último, sobre os critérios para uma datação. Trata-se de figuras masculinas de pé em tamanho sobrenatural feitas de granito grosso. São caracterizados como guerreirros através do escudo redondo que sustêm à sua frente, da espada curta, bem como do capacete apertado. A base da figura é formada por um plinto ou zócalo. Os braços mantêm-se juntos ao corpo, as pernas esticadas. Usam uma vestimenta curta tipo camisa que acaba por cima dos joelhos. No pescoço trazem um anel aberto com as pontas engrossadas (torques). A expressão da cara é imutável. Além destes paralelismos formais com a escultura céltica, existem outros como o lugar de erecção da estátua ou a colocação das estátuas em pares. Realmente, surpreende é a execução uniforme tanto quanto se refere ao seu tamanho como à sua difusão, uma vez que se encontraram no Norte de Portugal e na Galiza numa região pequena a Norte do rio Douro até Pontevedra. Por diversas razões. As estátuas não receberam no passado a atenção científica que lhes cabe. Depois da primeira menção feita por Emil Hubner na Archaologische Zeitung de 1861, a investigação arqueológica só começou a dedicar-se a elas de uma forma efémera a partir de princípios do século XX. A partir daí formou-se uma opinião que as datas em época romana, sobretudo devido às inscrições latinas, que se encontram em alguns dos mais 30 exemplares conhecidos, e que foram o motivo porque Hubner se interessou pelos guerreiros lusitano-galaicos. No entanto, recentes observações permitem uma maior precisão na datação, pelo que se mostra claramente a sua origem pré-romana e parcial reutilização por médio da aplicação das mencionadas inscrições em época romana. Escultura monolítica, hierática, figurando um guerreiro em posição estática. Os respectivos atributos inserem-se no âmbito de uma tradição artefactual de cariz indígena: pequeno escudo redondo e plano com "omphalos" central "caetra"; punhal triangular ou espada curta com pomo discoidal; "viria" de dois toros no braço direito; torques com aro aberto espessado nos terminais; "sagum" com decote em ângulo e manga curta, cingido por cinturão. A cabeça é proporcionada, exibindo um cabelo curto que deixa livres as orelhas, barba e bigode. (Segundo ficha de Catálogo da Exposição "Religiões da Lusitânia" ).
Incorporação:
Outro - Mandato legal. Despacho Ministerial
Proveniência:
Outeiro Lezenho
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* Esta estátua, juntamente com outra semelhante (E 3397), foi descoberta em 1789, em Montalegre (actualmente concelho de Boticas) e foram ambas levadas para os Jardins do Palácio Nacional da Ajuda, passando a integrar as Colecções Reais. Após a implantação da República, foram incorporadas, por decreto ministerial de 1911, no acervo do Museu Ethnologico Português - Museu Nacional de Arqueologia, por determinação do então Ministro das Finanças, José Relvas.
 
     
     
   
     
     
     
 
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