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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
Au 215
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Ourivesaria
Denominação:
Espiral
Datação:
Idade do Bronze Médio-Tardio
Matéria:
Ouro
Técnica:
Ouro martelado
Dimensões (cm):
largura: 4,2; espessura: 0,3; diâmetro: 4,7;
Descrição:
Espiral cilíndrica de seis voltas, constituída por arame liso de secção circular, apresentando as extremidades aguçadas.
Incorporação:
Outro - Aquisição, (Dir. M. Heleno).
Proveniência:
Herdade do Álamo de Cima - São Martinho
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* O conjunto de São Martinho, constituído por seis aplicações discóidais (Au 220-225) e por sete espirais [Au 213-219], foi descoberto casualmente em 1909 ou 1910, no decurso de trabalhos agrícolas realizados na Herdade do Álamo da Estrada ou Álamo de Cima, na freguesia de São Martinho, concelho de Alcácer do Sal. Era composto originalmente por vinte espirais (treze das quais desaparecidas), a que vieram juntar-se as aplicações discóidais, encontradas no ano seguinte pelo proprietário da herdade que mandou escavar no mesmo local onde tinham aparecido as primeiras peças.

Bibliografia

COFFYN, André - Le Bronze Final Atlantique dans la Péninsule Ibérique. Paris: Diffusion de Boccard, 1985, pág. p.237,397,n.329

ELUÈRE, C. - Les Ors Préhistoriques: L' Age du Bronze en France, Vol. 2. Paris: Picard, 1982, pág. p.136

HAP - História da Arte em Portugal, (dir. Aarão de Lacerda). Porto: Portucalense Editora, 1942, pág. p.46

HARTMANN, A. - Prahistorische Golfund aus Europa II, Spektranalalysche Untersuchunen und deren Auswertung. Berlin: Ger. Man Verlag., 1982, pág. p.94 e 102

HELENO, Manuel - Jóias Pré-Romanas. Lisboa: "Ethnos", I.P.A.H.E., Vol. I, 1935, pág. p.232-234

HERNANDO GONZALLO, A. - La Orfebrería Durante el Calcolitico y el Bronce Antiguo en la Peninsula Ibérica. Madrid: Trabajos de Prehistoria, nº 40, 1983, pág. p.110

PEREA CAVEDA, A. - Orfebreria Prerromana, Arqueologia del Oro. Madrid: Consejeria de Cultura, D.G.P., 1991, pág. p.302

PINGEL, V. - Die Vorgeschichtlichen Golfund ..., Eine Archaologische Untersuchung zur Auswertung der Spektral. Berlim / New York: Walter de Gruyter, 1992, pág. p.302,n.308

SAVORY, H.N. - Espanha e Portugal. Lisboa: Verbo, 1974, pág. p.213

SOEIRO, Maria Teresa - Esconderijo de Sequeada (Barcelos). Porto: "Arqueologia", 1982, pág. p.66

TESOUROS da Arqueologia Portuguesa. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, 1980, pág. Cat.33

TNR - O Trajo - Do Neolitico à Romanidade, (M.G.P. Maia, M.A.H. P.Bubner e M.L.V.Santos). Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, 1978, pág. p.5, n.23-27

CORREIA, Vergílio Hipólito (2013) - A ourivesaria arcaica no ocidente peninsular. Estado da questão, problemáticas arqueológicas e perspetivas de desenvolvimento do campo de estudo. O Arqueólogo Português. S. V, vol. 3, pp.15-114, pág. 38, est. 20

ARMBRUSTER, Barbara (2021) - Les Ors de L'Europe Atlantique à l'âge du Bronze - tecnologie et ateliers. Association des Publications Chauvinoises - Mémoire LIV., pág. 127, fig 134d

 
     
     
   
     
     
     
 
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