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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arqueologia
N.º de Inventário:
2006.355.4268
Supercategoria:
Arqueologia
Categoria:
Escultura
Denominação:
Fragmento escultórico representando um tronco de árvore
Datação:
III d.C. - IV d.C. - Época Romana
Matéria:
Mármore
Dimensões (cm):
altura: 19,2; largura: 17;
Descrição:
Fragmento escultórico representando um tronco de árvore. Apresenta um tronco central, mais espesso, com duas ramificações de pequenos troncos e folhas, que poderão ser de carvalho, sobreira ou azinheira. Faz parte de um conjunto de dezenas de fragmentos de elementos vegetalistas e de pequenas estátuas. Pelo número e variedade de fragmentos, uma outra hipótese de trabalho não deve ser excluída. Poderão pertencer à estilização de uma árvore em mármore, que forraria uma parede, talvez a parede da cascata no topo sul do ninfeu da "domus" da "villa" e que representaria um bosque a julgar pelas diferentes espécies presentes. Se esta hipótese se confirmasse, essa árvore de mármore constituiria possivelmente um cenário onde se disporiam um conjunto de esculturas na cascata existente no "ninfeu" e por onde circularia a água que corre pelo canal subterrâneo que a liga ao "impluvium" do peristilo.
Incorporação:
Outro - Depósito temporário.
Proveniência:
Quinta das Longas
Origem / Historial:
Peça descoberta durante a 9ª campanha de trabalhos arqueológicos na Villa Romana de Quinta das Longas, no Verão do ano 2000. Um dos mais impressionantes traços da singularidade desta villa evidenciou-se com a descoberta de um grupo escultórico composto por várias figuras quase completas e cerca de uma centena de fragmentos. As peças faziam parte de um vasto conjunto que adornava uma área de um pátio pavimentado a mármore e a xisto, sobranceiro a uma linha de água, que limitaria a norte a Pars urbana da Villa. O conjunto estava incluido numa cascata artificial adoçada à parede meridional do referido pátio e/ou sobre o alpendre construído no centro deste compartimento apresentando como elemento unificador uma frondosa ramagem que perpassava por detrás de toda a cena, ligando-se às esculturas, sendo raras aquelas que não apresentam marcas da ligação a esse fundo vegetalista.

Bibliografia

GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues - Escultura romana em Portugal: uma arte do quotidiano., 2 Vols., Tese de Doutoramento. Mérida: Junta da Extremadura, 2007, pág. 292 a 293 e 92

RIBEIRO, José Cardim (Coord) - Religiões da Lusitânia, Loquuntur saxa. Lisboa: IPM, 2002

NOGALES, Trinidad; CARVALHO, António e ALMEIDA, Maria José (2005) - El programa decorativo de la Quinta das Longas (Elvas, Portugal): un modelo excepcional de las uillae de la Lusitânia. In IV Reunião sobre escultura Romana na Hispânia. Lisboa, p.103-156, pág. 118-123, fig 5

CARVALHO, António; ALMEIDA, Maria José ( 1999-2000). " A villa romana de Quinta das Longas (S. Vicente e Ventosa, Elvas): uma década de trabalhos arqueológicos (1991-2001)". In a Cidade, nº 13/14 (nova série), p.13-37

ÁLVAREZ MARTÍNEZ, J.M.; CARVALHO, A.; FABIÃO, C. "Lusitania Romana. Origen de dos pueblos. Lusitânia Romana. Origem de dois povos". STVDIA LUSITANA, 9. Mérida, 2015, pág. 317

CARVALHO, A.; ALVAREZ-MARTINEZ, J.M.; CARVALHO, A. e FABIÃO, C. (2015) - Catálogo da exposição Lusitânia Romana - Origem de dois Povos. Lisboa. INCM - MNA, pág. 300-301

 
     
     
   
     
     
     
 
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