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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AK.861
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Adorno de cabeça
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Ilha de Uno, Arquipélago de Bijagós, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Matéria:
Madeira, fibras vegetais, policromia.
Dimensões (cm):
largura: 60;
Descrição:
Adorno de cabeça constituído por secção de madeira de formato rectangular, com uma excrescência a meio e uma abertura em figuração de um peixe martelo. A face superior apresenta dois paineis quadrangulares de fundo branco, nos quais se destaca, em cada um, um tubarão-martelo. Junto à representação da boca tem uma franja de ráfia e um tufo de folhas de palmeiras recortadas.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Cabune, Ilha de Uno, Arquipélago de Bijagós, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Utilizada em momentos rituais de dança, pelos rapazes da classe pré-iniciática "kanhokam". As performances com máscaras são a face mais visível do sistema de organização social que tem estruturado a comunidade Bijagó, segundo o qual os homens estão sujeitos a uma hierarquia de classes de idade desde muito novos. A progressão pelos sucessivos grupos etários é fortemente marcada até certa idade pela participação em apresentações públicas nas quais se interligam elementos como música, canto e dança. Estas atuações são verdadeiras performances artísticas, através das quais os protagonistas experimentam sensorialmente os valores e conduta morais que a comunidade exige de si. As máscaras evidenciam por si só a fase de maturação em que se encontram os indivíduos. Estas podem representar animais aquáticos como o peixe-serra e o tubarão ou animais terrestres como a vaca, o boi ou o búfalo. Quando mais leves e pequenas, são atribuídas aos mais jovens, mimetizando a sua inexperiência. O peso, grande dimensão e ferocidade de outras, representam a pujança física e a exuberância da juventude ainda indomada característicos de uma fase anterior à iniciação ("fanado"). O despojamento mais tardio do colorido e da complexidade dos trajes no homem adulto traduz a valorização da sabedoria e poderes rituais próprios dos anciãos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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