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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AK.877
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Adorno de cintura
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Ilha Formosa, arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Matéria:
Madeira, lã, algodão, policromia.
Dimensões (cm):
comprimento: XX;
Descrição:
Adorno de cintura em madeira, formado por duas peças em forma de asas, ligadas entre si por uma das extremidades, com fio colorido de lã de borla pendente, pintadas e decoradas com motivos geométricos na face superior em cores pretas, branco e vermelho, e uma borla de algodão preto e branco aplicada a meio de cada asa junto ao bordo exterior.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Ambó, ilha Formosa, arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Adorno de cintura. Complemento de traje característico dos rapazes da classe de idade "kadene". Entre os Bijagós os rapazes não são avaliados pela sua idade verdadeira, mas pela classe de idade a que pertencem. Danielle Duquette (1983) refere um total aproximado de 8 classes de idade na generalidade das ilhas e Christine Henry (1994) especifica apenas 4 na ilha de Canhabaque, não se referindo a nenhuma classe de idade anterior à de "kañokãm". É ideia geral que durante os primeiros anos de vida os rapazes não têm nenhuma norma de comportamento própria nem ocupam nenhuma posição social específica, correspondendo esta fase aos escalões etários ditos informais (BORDONARO, 2006: 46). Enquanto "kadene", aproximadamente até aos 12 anos, começa a acompanhar o pai na caça e aprende algumas técnicas de pesca. É neste período que começa a ter de sujeitar-se a alguns espancamentos rituais coletivos na floresta, sendo-lhe incutido desta forma o respeito pelos mais velhos. As performances com máscaras são a face mais visível do sistema de organização social que tem estruturado a comunidade Bijagó, segundo o qual os homens estão sujeitos a uma hierarquia de classes de idade desde muito novos. A progressão pelos sucessivos grupos etários é fortemente marcada até certa idade pela participação em apresentações públicas nas quais se interligam elementos como música, canto e dança. Estas atuações são verdadeiras performances artísticas, através das quais os protagonistas experimentam sensorialmente os valores e conduta morais que a comunidade exige de si. As máscaras evidenciam por si só a fase de maturação em que se encontram os indivíduos. Estas podem representar animais aquáticos como o peixe-serra e o tubarão ou animais terrestres como a vaca, o boi ou o búfalo. Quando mais leves e pequenas, são atribuídas aos mais jovens, mimetizando a sua inexperiência. O peso, grande dimensão e ferocidade de outras, representam a pujança física e a exuberância da juventude ainda indomada característicos de uma fase anterior à iniciação ("fanado"). O despojamento mais tardio do colorido e da complexidade dos trajes no homem adulto traduz a valorização da sabedoria e poderes rituais próprios dos anciãos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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