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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AK.848
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Ritual
Denominação:
Máscara
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Grupo Cultural:
Bijagós
Datação:
XIX d.C. - XX d.C.
Matéria:
Madeira, chifre, fibras vegetais, vidro, metal, tinta.
Dimensões (cm):
altura: 37; largura: 55,5;
Descrição:
Máscara tipo elmo, de madeira, que representa realisticamente uma cabeça de touro selvagem. Possui apenas um chifre, natural, e abaixo do local dos dois chifres tem duas pequenas orelhas projectadas para os lados. Os olhos são de vidro escuro e circundados por uma rodela de couro. Acima destes, sulcos esculpidos simulam rugas. O focinho é curto e perfurado transversalmente no topo. A boca está aberta com a língua à vista. O cachaço, muito robusto, é constituído por uma peça de madeira independente, arqueada, de superfície canelada, ligada à cabeça por aselhas de tiras vegetais. Superfície pintada de branco sujo, com excepção de um triângulo na testa, olhos e focinho, escurecidos a negro; e sulcos acima dos olhos e interior da boca, pintados de vermelho. Uma corda atravessa a perfuração do focinho, passa por ambas as faces e prende atrás sobre cachaço. O único chifre existente tem na base uma cinta de couro e uma tira de tecido atada com uma extremidade comprida que fica suspensa. Pendem algumas cordas dos orifícios na secção mais inferior da cabeça.
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Angogjiante, ilha de Uno, arquipélago Bijagó, Guiné-Bissau
Origem / Historial:
Usada pelos rapazes da classe de idade pré-iniciática "karo" ("cabaro", "kalo") em momentos de dança. As performances com máscaras são a face mais visível do sistema de organização social que tem estruturado a comunidade Bijagó, segundo o qual os homens estão sujeitos a uma hierarquia de classes de idade desde muito novos. A progressão pelos sucessivos grupos etários é fortemente marcada até certa idade pela participação em apresentações públicas nas quais se interligam elementos como música, canto e dança. Estas atuações são verdadeiras performances artísticas, através das quais os protagonistas experimentam sensorialmente os valores e conduta morais que a comunidade exige de si. As máscaras evidenciam por si só a fase de maturação em que se encontram os indivíduos. Estas podem representar animais aquáticos como o peixe-serra e o tubarão ou animais terrestres como a vaca, o boi ou o búfalo. Quando mais leves e pequenas, são atribuídas aos mais jovens, mimetizando a sua inexperiência. O peso, grande dimensão e ferocidade de outras, representam a pujança física e a exuberância da juventude ainda indomada característicos de uma fase anterior à iniciação ("fanado"). O despojamento mais tardio do colorido e da complexidade dos trajes no homem adulto traduz a valorização da sabedoria e poderes rituais próprios dos anciãos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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