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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Pena
N.º de Inventário:
PNP290
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Vidros
Denominação:
Copo
Autor:
Autor não identificado
Local de Execução:
La Granja, Espanha (?)
Centro de Fabrico:
La Granja, Espanha
Datação:
XVIII d.C. - 1770-1787
Matéria:
Vidro
Técnica:
Vidro soprado e gravado com roda. Decoração a ouro
Dimensões (cm):
altura: 14,1; largura: 10,6; profundidade: 10,7;
Descrição:
DESCRIÇÃO FÍSICA: Copo de bocal expandido em vidro transparente. Está decorado com motivos florais e vegetalistas gravados e dourados, destacando-se um flor de seis pétalas ao centro. O bordo está decorado com um friso de pequenos círculos, igualmente gravados e dourados. * * * ENQUADRAMENTO HISTÓRICO-ARTÍSTICO: A Real Fábrica de Cristais de La Granja remonta a 1727 e faz parte de um conjunto de indústrias manufatureiras que foram fundadas após a implementação da dinastia Bourbon em Espanha. No âmbito de políticas mercantilistas para a dinamização económica tomadas após a Guerra da Sucessão Espanhola, estas novas fábricas (de vidro, mas também de tapeçarias, porcelanas e relógios, entre outras) procuravam também responder às exigências de gosto da corte de Filipe V. O Palácio Real de Santo Ildefonso começara a beneficiar de amplas obras de remodelação a partir de 1721, exigindo grandes encomendas de vidraça, espelhos, lustres e vidros de mesa. A proximidade do palácio e da corte possibilitou o sucesso da fábrica, que se veio a tornar no centro de vidro de maior qualidade em Espanha ao longo de todo o século XVIII (AAVV 1991, pp. 17-19). * * * A fase inicial da produção em La Granja ficou marcada pela necessidade de importação de técnicas e soluções decorativas de diversas partes da Europa. Com efeito, perante a inexistência de mão-de-obra qualificada na Península que conseguisse produzir vidro potássico e de chumbo de elevada qualidade, a fábrica viu-se obrigada a recrutar mestres no estrangeiro (AAVV 2009, p.42; AAVV 1991, pp. 21-23). A chegada destes mestres e a multiplicidade das suas proveniências resultaram, não numa repetição de modelos, mas sim na exploração das técnicas e dos modelos decorativos importados, gerando soluções novas que conferiram uma marca distintiva à produção de La Granja. * * * INTERPRETAÇÃO DO OBJETO: Este copo pertence, muito provavelmente, à segunda fase do período barroco da produção de La Granja (1770-1787). Ao contrário de uma primeira fase (1727-1770) que ficou marcada sobretudo pela decoração gravada ou lapidada, a solução decorativa preferencial passou a assentar numa técnica mista de gravação e douramento (Pastor, p. 54). A técnica havia já sido desenvolvida na Boémia, mas a fábrica de La Granja recuperou-a (AAVV 2009, p. 43). No entanto, a iconografia poderá ter outra fonte de inspiração. Paloma Pastor propõe que este tipo de enrolamento de flores poderá ter como base os copos britânicos do final do século XVII, que apresentavam enrolamentos vegetalistas em torno da rosa jacobita, símbolo da Casa de Stuart (Pastor, p. 58).
Incorporação:
Palácio das Necessidades, 1956 (?). Poderá corresponder à peça mencinonada na "Relação de peças existentes na Casa-Forte do Palácio das Necessidades, destinadas ao Palácio Nacional da Pena", datada de novembro de 1956, com o n.º 803: Copo de vidro lapidado e dourado" [Arquivo do PNP - Movimentação de Objetos].
Origem / Historial:
Este copo terá pertencido à colecção de vidros de D. Fernando II
 
     
     
   
     
     
     
 
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