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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Pena
N.º de Inventário:
PNP270
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Vidros
Denominação:
Copo
Autor:
Autor não identificado
Local de Execução:
Boémia
Centro de Fabrico:
Boémia
Datação:
1830 d.C. - Século XIX
Matéria:
Vidro
Técnica:
Vidro soprado e lapidado
Dimensões (cm):
altura: 12,4; largura: 9; profundidade: 9;
Descrição:
DESCRIÇÃO FÍSICA: Copo em vidro transparente ligeiramente coniforme cintado junto à base. Apresenta decoração gravada com a representação de dois cavalos copulando sobre paisagem estilizada. Junto ao bordo possui filete, também gravado, composto por elementos triangulares e cruciformes. * * * ENQUADRAMENTO HISTÓRICO-ARTÍSTICO: Produzido, muito provavelmente, na Boémia durante a década de 1830, o copo PNP270 apresenta uma série de características (tipo de vidro, morfologia e gravação) que são resultado de mais de dois séculos de desenvolvimentos da produção vidreira nos territórios germânicos. * * * A tipologia de copo de corpo afunilado sobre base plana é comum à produção neoclássica de vidro da Boémia. Exemplares semelhantes foram produzidos com as mais diversas técnicas decorativas: gravação, lapidação, pintura, douramento, esmalte, entre outras. No entanto, nenhuma outra técnica foi tão utilizada nesta região como a gravação. * * * A tipologia de vidro que vinha sendo produzida nos territórios germânicos desde os finais do século XVI, suficientemente transparente para rivalizar com os produtos venezianos mas muito mais rígido, permitia receber gravação profunda e lapidação, técnicas que tinham uma aplicação muito limitada no delicado vidro do Adriático (TAIT, 1995, p.179). Gaspar Lehmann (c.1563/5-c.1623) foi um dos primeiros a saber explorar este novo material, aperfeiçoando as técnicas de gravação sobre vidro. O seu discípulo Georg Schwanhardt (1601-1667) deu continuidade ao trabalho do seu mestre em Nuremberga, onde iniciou uma tradição de formação de artesãos gravadores (TAIT, 1995, p.179). Entre 1674 e 1683, Michael Müller e Louis Le Vasseur d’Ossimont obtiveram um novo tipo de vidro graças à adição de giz à pasta vítrea. O resultado foi um vidro muito mais estável e resistente que veio permitir atingir um novo patamar ao nível da gravação, só comparável à que até então se executava em cristal de rocha (KLEIN e LLOYD, 1984, p.100). * * * Nos finais do século XVII, a gravação tornou-se na principal técnica decorativa do vidro produzido nos territórios germânicos. Ao sucesso inicial das produções de Nuremberga e Praga, juntaram-se, na transição para o século XVIII, a Boémia, a Silésia e o Brandeburgo que ao desenvolverem novas técnicas de gravação profunda, Hochschnitt e Tiefschnitt, produziram peças verdadeiramente escultóricas. (KLEIN e LLOYD, 1984, pp.123). A profusão de elementos decorativos em cada peça revela um claro gosto barroco pelo horror vacui (“horror ao vazio”), algo que se intensificou ao longo do século XVIII, mas que o interesse neoclássico dos inícios do século XIX abandonou. * * * O copo PNP270 é um exemplar da tipologia de copos neoclássicos produzidos nas décadas de 1820 e 1830 na Boémia (embora modelos semelhantes também tenham sido produzidos em Viena, Áustria). Porém, a decoração, em vez de seguir os inovadores modelos de Friedrich Egermann (1877-1864), recorre à tradicional técnica da gravação. Muito menos rica que em outras peças anteriores (por exemplo, PNP268), a decoração deste copo demonstra a perenidade de certos modelos decorativos, nomeadamente a representação de figuras isoladas sobre paisagens estilizadas e a utilização de motivos populares, como as cestas com flores. * * * OBJETOS SIMILARES: O copo PNP270 apresenta diversas afinidades formais com peças das décadas de 1820 e 1830 existentes em diversas coleções, como por exemplo no Museu de Vidro de Corning, EUA (inv. 79.3.578; inv. 79.3.213; inv. 79.3.219; inv. 86.3.80), no Museu Metropolitano de Nova Iorque (inv. 1990.328.42; inv. 1990.328.7; inv. 27.185.286), ou no Museu de Vidro Hentrich, em Dusseldorf (inv. P 1940-181; inv. P 1958-2; inv. P 1940-206). * * * HISTORIAL: Não existe documento de integração deste objecto, pelo que poderá ter feito parte da colecção original de D.Fernando II. Este copo poderá corresponder à descrição “Dois copos com cavallos gravados [sic]” do Inventário de 1887 do Palácio da Pena.
Incorporação:
Transferência - Coleções reais - Palácio da Pena, 1910
Origem / Historial:
Integrou o núcleo de vidros que o rei D. Fernando II reuniu num armário (PNP2212) do "Quarto de Passagem" do Palácio da Pena. O inventário orfanológico realizado após a morte do monarca (1885), localiza-o nesse compartimento, entre outras peças em vidro, com o n.º de conjunto 6229: "(...) dois cópos com cavallos gravados (...)" ou 6230: "(...) dois ditos [copos] com cavallos (...)". [ANTT, Inventário Orfanológico de D. Fernando II - Moveis existens no Palácio da Pena, Cintra - Mobiliários que já existiam no dia 10 de junho de 1869].
 
     
     
   
     
     
     
 
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