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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
Denominação:
Manso, Joaquim
Tipo:
Autor; Patrono do Museu Dr. Joaquim Manso
Nascimento:
Cardigos, Mação, 16/11/1877
Actividade(s):
Escritor, ensaísta, jornalista
Óbito:
Lisboa, 10/09/1956
Biografia:
Nascido a 16 de Novembro de 1877, em Cardigos, concelho de Mação, Joaquim Manso notabilizou-se como escritor, ensaísta e jornalista. Formado em Teologia, ordenou-se sacerdote e, nessa qualidade, foi autor de algumas brochuras intituladas “Commentarios”, assinadas por Padre Manso e editadas entre 1901 e 1903. A seu pedido, libertou-se dos votos religiosos e, em 16 de Outubro de 1913, obteve o grau de bacharel em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Colaborou em diversos jornais, como "A Capital" e a "A Pátria", e em revistas como "Arte & Vida" (1904-1906) e "Atlântida" (1915-20). Em 1921, foi sócio fundador do jornal “Diário de Lisboa”, assumindo o cargo de seu director, funções que desempenhou durante 35 anos. Foi secretário de Bernardino Machado, enquanto Ministro dos Estrangeiros; Governador Civil de Vila Real; professor do Conservatório Nacional do Teatro, onde regeu a cadeira de Literatura Dramática; e fez parte do 1º Congresso da Imprensa Latina, de Lião. Em 1925, foi sócio da Academia das Ciências de Lisboa. Para Joaquim Manso, a escrita foi uma arma em defesa dos mais humildes e de causas políticas e sócio-culturais, introduzindo um novo estilo no jornalismo, com ilustrações, reportagens, utilização da caricatura e do cartoon, demonstrando o seu carácter de isenção e dando liberdade aos seus colaboradores. Com ele colaboraram figuras de relevo do mundo da cultura, como Aquilino Ribeiro, António Sérgio, João de Barros, Júlio Dantas, Ramada Curto, Jaime Cortesão, Vitorino Nemésio, entre tantos outros. No campo da ilustração, trabalhou com Almada Negreiros, Stuart de Carvalhais, António Soares, Jorge Barradas, Bernardo Marques, entre outros. Foi autor de vasta produção literária, de que se refere, entre outros, os seguintes títulos: "O Pórtico e a Nave"; "Fábulas"; "Malícia sem maldade"; "Os Amores de Pedro e Inês"; "O Fulgor das Cidades"; "Alma Inquieta"; "Pedras para a Construção dum Mundo"; "Manoel"; "Primavera da Lenda"; "A Consciência Nua e Abandonada". Entre os vários amigos, contam-se alguns nazarenos, entre eles Amadeu Gaudêncio. Dessa amizade resultaram várias deslocações à Nazaré e um gosto pela cultura desta vila piscatória. Acaba por adquirir e reconstruir uma moradia no Sítio da Nazaré, onde frequentemente passava dias de férias nas décadas de 1940/1950. O seu jornal foi também veículo da ideia da necessidade da criação de um Museu na Nazaré. Em março de 1956, a vila e os amigos prestaram-lhe homenagem, relembrada no nome de uma rua do Sítio e numa lápide de mármore afixada no alpendre da sua anterior moradia de férias (hoje, Museu), com a seguinte inscrição: “Ao grande Amigo da Nazaré – o escritor e jornalista Dr. Joaquim Manso, os seus amigos e o povo desta vila prestam merecida homenagem na vivenda que ele reconstruiu. 25 – 3 – 1956”. O escritor faleceria nesse ano, em Setembro. O nome de Joaquim Manso foi dado ao museu inaugurado em 1976 na casa que lhe pertencera e que, desde o início de 1956, fora adquirida por Amadeu Gaudêncio, que a ofereceu ao Estado para esse fim, em 1968. O seu filho, Pedro Lefèvre, continuou a dedicar grande estima ao Museu e a beneficiá-lo com generosas doações, nomeadamente da sua colecção artística e bibliográfica.
 
     
     
   
     
     
     
 
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