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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Ramalho Júnior, António Monteiro
Tipo:
Autor
Nascimento:
Barqueiros, 13/11/1858
Óbito:
Figueira da Foz, 00/00/1916
Biografia:
Nasceu em Barqueiros a 13 de Novembro de 1858. Ainda muito novo veio para o Porto, onde trabalhou como moço de recados numa mercearia. Desenhava no papel de embrulho às escondidas do patrão. Guiado pelo sonho de ser artista fugiu, ao fim de algum tempo, para Lisboa. Frequentou a Real Academia de Bellas Artes de Lisboa, onde foi discípulo de Anunciação, que o aconselhou a desistir da carreira de pintor. Substituído Anunciação por Silva Porto, em 1879, Ramalho encontrou neste mestre incentivo para prosseguir. Nesse mesmo ano concorreu ao pensionato no estrangeiro atra¬vés da Academia do Porto. Vencido por Pousão, regressou a Lisboa. De parceria com Columbano, organizou em 1880 uma exposição que obteve grande êxito. Em 1882 o Marquês da Praia e Monforte concedeu-lhe uma pensão para estu¬dar em Paris, e aí permaneceu dois anos. Foi discípulo de Cabanel. Praticou a pintura de género, o retrato e também a pintura de ar-livre. Em 1883 estreou-se no Salon com a tela Chez mon voisin / O Lanterneiro – uma excelente pintura de carácter realista, deixando antever o gosto pela execução minuciosa que carac¬terizou a sua obra. No entanto, não deixou de ser sensível à pintura de Manet e de Bastien-Lepage, como o atesta O retrato da Senhora de Preto de 1884 (Casa Museu Anastácio Gonçalves), de execução solta, talvez a sua obra mais moderna. De Paris enviou com frequência quadros para as exposições do Grupo do Leão, que ajudara a fundar, e ilustrações para as revistas O Occidente e A Crónica Ilustrada. Regressando a Lisboa em 1884, é nos retratos, de desenho correcto e aguda intui¬ção psicológica, e na pintura de género, que a sua excepcional capacidade de observação analítica se afirma na caracterização realista e decorativa dos ambientes. Trabalhador lento e metódico, ganhou injustamente fama de preguiçoso e indolente. A sua obra é “como ele próprio, tranquila, exacta, sóbria, paciente, sem uma irregularidade, sem uma precipitação, sem um movimento brusco”. (Júlio Dantas) Deixou aguarelas e ilustrações, de desenho firme e seguro, bem como aponta¬mentos colhidos do natural nas suas viagens pelo país. Apesar da qualidade da sua obra como pintor, foi como decorador – actividade que cultivou por desfastio e ganha-pão, segundo Diogo de Macedo – que ficou conhecido. Fez decorações em: Lisboa – Casa Levi, antiga Faculdade de Medicina, Cervejarias Leão d’Ouro e Jansen; Porto – escadaria do Palácio da Bolsa; Évora – Hotel Barahona e Teatro Garcia Resende, este em colaboração com João Vaz; Buçaco – Palace Hotel. Expôs regularmente nas exposições do Grupo do Leão e da Promotora, obten¬do uma medalha de prata em 1887. Participou, de 1991 a 1999, nas exposições do Grémio Artístico, premiado em 1992 com uma medalha de prata. Expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1901 e 1902 e participou em muitas exposições no Porto. Ganhou uma medalha de prata na Exposição Industrial Portuguesa (Lisboa) em 1888. Apresentou trabalhos na Exposicion General de Bellas Artes de Madrid em 1881 e no Salon de Paris em 1883, 1885 e 1886. Foi nomeado Académico de Mérito da Academia de Lisboa em 1887 e profes¬sor e director do curso de Pintura de Modelo na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1916. Morreu na Figueira da Foz em 1916, onde se encontrava a executar pinturas decorativas no Palácio Sotto Mayor. Um ano após a sua morte organizou-se em Lisboa uma exposição retrospectiva da sua obra.
 
     
     
   
     
     
     
 
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