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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Greno, Josefa Garcia Sáez
Tipo:
Autor
Nascimento:
Medina Sidonia, 00/00/1850
Óbito:
Lisboa, 27/01/1902
Biografia:
Pintora de origem andaluza, Josefa Garcia Sáez Greno nasceu em Medina Sidonia em 1850 e faleceu em Lisboa em 1902. Filha do capitão-general José Garcia Sáez, falecido teria Josefa 3 anos e de Maria Seoane. Aos 14 ou 15 anos foi residir para a Coruña de onde sua mãe era natural e deveria ter cerca de 20 quando planeou conjuntamente com ela o regresso a Sevilha. Devido aos sobressaltos causados pelas guerras carlistas acabariam por fixar-se em Lisboa. Aqui, casaria com o pintor Adolfo Greno que tendo ganho o pensionato a levaria em segredo para Paris. Entretanto Greno perdeu-se na boémia parisiense e tudo leva a crer que ao longo dos anos se foi aperfeiçoando na vida de estúrdia. Provavelmente em 1879, Josefa apercebeu-se que teria que suportar economicamente a família e começou a aprender pintura. Em 1881 pousaram, por sugestão de Artur Loureiro, para Une soirée chez lui de Columbano. Em princípio a figura feminina que se encontra próxima do pianista deveria ser Josefa, mas todos os que observaram o quadro afirmavam que não se parecia nem com ela, nem com Maria Augusta Bordalo Pinheiro. A estreia de Josefa como pintora ocorreu na XIII Exposição da Sociedade Promotora de Belas-Artes inaugurada em 1884, em Lisboa. Apresentou-se, como era indispensável na época, como discípula de Adolfo Greno. As suas obras causaram enorme espanto discutindo-se «a surpresa Greno». Em 1886 participou na sexta exposição do Grupo do Leão e esteve presente de forma regular nos certames do Grémio Artístico. De facto, Josefa Greno causou sensação no meio artístico - vendia bem, recebia encomendas, foi distinguida com prémios, surgiam várias discípulas e discípulos. Na noite de 7 de Abril de 1901, Josefa disparou um tiro sobre o marido não o atingindo. Adolfo Greno parece não ter dado grande importância ao sucedido... Josefa participou ainda na Primeira Exposição da S.N.B.A. em 1901. Após vários anos de suplício não aguentou: na noite de 25 para 26 de Junho atingiu o marido com quatro tiros ficando o sucedido conhecido como «o horrível crime da Travessa de S. Mamede» ou como o «caso Greno» sendo alvo de vários folhetos de cordel. Teria dito: «Por ele me sacrifiquei e me fiz pintora… Trabalhei muito… até chegar à última pintura, que foi esta». Foi levada para o Aljube sendo transferida para Rilhafoles em 2 de Julho. Miguel Bombarda proibiu-lhe as visitas. Ninguém mais a tornou a ver com vida. Faleceu em 27 de Janeiro de 1902. Silva Amado notou na autópsia que o coração de Josefa tinha mais do dobro do peso e da medida de um coração feminino.
 
     
     
   
     
     
     
 
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