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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Denominação:
Almeida, Leopoldo Neves de
Tipo:
Autor
Nascimento:
Lisboa, 18/10/1898
Óbito:
Lisboa, 28/04/1975
Biografia:
Leopoldo de Almeida nasce em Lisboa a 18 de Outubro de 1898. Revela particular talento para o desenho e para a modelação, e aos 15 anos matricula-se na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1916 inicia o Curso Especial de Escultura, sendo discípulo do pintor Luciano Freire e do escultor Simões de Almeida (sobrinho) Em 1920, conclui o curso, com a classificação de 20 valores no exame final. A sua formação é estruturada com base num Classicismo de raízes académicas, marcado pelo gosto pelos cânones gregos, longe de qualquer aproximação modernista, como se pode verificar na sua obra inaugural, "O vencido da vida" (1922). Essa tendência será novamente afirmada pelo jovem artista nas figuras que concebe para decorar o Bristol Club, para o qual apresentou duas figuras femininas de traços naturalistas, adequadas ao gosto decorativo e algo exótico do famoso clube nocturno. Em 1926, Leopoldo de Almeida desloca-se a Paris e a Roma como pensionista do Estado. Apesar de contactar com obras modernas dos escultores Bourdelle, Despiau ou Maillol, mantém-se fiel à sua formação artística de matriz oitocentista, produzindo obras como "O Fauno" (1927), escultura classicizante que denota uma certa sedução pela estética renascentista de Donatello. Após regressar a Lisboa em 1929, Leopoldo adapta-se rapidamente a um contexto político e cultural que defende um programa específico para a escultura baseado na adequação das formas a uma linguagem modernizante e na concretização de programas monumentais comemorativos. Em 1930 projecta o conjunto de baixos-relevos decorativos para a fachada do Cinema Éden (executados em 1934), dando início a uma intensa actividade artística marcada por participações em concursos para monumentos e pelas encomendas estatais, das quais se destacam: a colaboração no Monumento ao Marquês de Pombal (projectado pelo escultor Francisco dos Santos e pelos arquitectos Adães Bermudes e António do Couto e inaugurado em 1934), com a execução das estátuas Plutão e Neptuno (1930); o primeiro lugar obtido no concurso para o Monumento a António José de Almeida em colaboração com o arquitecto Pardal Monteiro, em 1933 (o monumento seria inaugurado em 1937); a concepção das peças Virgem e os pastorinhos de Fátima, Ressurreição de São Lázaro e São João Baptista, para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (inaugurada em 1938); a execução de grupos escultóricos – A Pesca e A Agricultura (1937), duas Esfinges, Guerreiro e Justiça (1940) – destinados à Assembleia da República. A época em que Leopoldo de Almeida mais produz coincide com o tempo das grandes encomendas públicas fomentadas pelo Estado Novo e pela “política do espírito” de António Ferro, sendo o escultor que mais encomendas públicas executou naquele período. Leopoldo de Almeida entende o programa ideológico e estético do regime, no qual se integra o seu gosto naturalista tradicional, que alia a subtis evocações modernistas. É dentro deste espírito que concebe as estátuas do Marechal Carmona (exposta na Exposição Internacional de Nova Iorque em 1939), de Oliveira Salazar (Santa Comba Dão, 1939) ou o baixo-relevo Prisão de Gungunhana, para o Monumento a Mouzinho de Albuquerque (inaugurada em Lourenço Marques – actual Maputo – em 1940). Em 1940, o escultor participa na Exposição do Mundo Português, para a qual executa duas das obras mais emblemáticas da estatuária pública comemorativa daquele período: Soberania, figura feminina colossal concebida para a fachada do Pavilhão dos Portugueses no Mundo e a componente escultórica do monumental Padrão dos Descobrimentos (projecto do arquitecto Cotitnelli Telmo, passado a pedra em 1960). Da vasta actividade de Leopoldo de Almeida salientam-se ainda a Estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira (1961; colocada na Batalha em 1968), Estátua Equestre de D. João I (1970), obras exigentes do ponto de vista compositivo e técnico. Ao longo da sua vida recebe diversos prémios e condecorações. Destacam-se a primeira medalha de Desenho da SNBA (1930); a medalha de honra da SNBA (1940); o Prémio Soares dos Reis (atribuído pelo Secretariado de Propaganda Nacional); o grau de comendador da Ordem de Santiago de Espada (1941); o grau de oficial da Ordem de Instrução Pública (1965); o grau de comendador da Ordem Bernardo O’Higgins (Chile, 1969); o grau de oficial da Ordem de Santiago e Espada (1970); e a Medalha de Benemerência da Cruz Vermelha Portuguesa (1973). A par da actividade como escultor, Leopoldo de Almeida desenvolve ainda uma carreira académica que se inicia em 1934 com o seu ingresso na ESBAL como professor de Desenho de Figura do Antigo e do Modelo Vivo e se prolongará até 1965, ano em que se aposenta. Morre em Lisboa, 28 de Abril de 1975, deixando uma vasta obra que se caracteriza pela presença constante de uma metodologia clássica nos procedimentos e fundamentos da criação escultórica, mas que porém se integra na arte moderna através da simplificação formal, num jogo de tensões entre o ideário classicizante rigoroso no desenho e na modelação, e uma expressão mais modernizante que se pode observar no tratamento delicado mas vigoroso das linhas e das formas.
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