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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
Denominação:
Silva, Abílio Mattos e
Tipo:
Autor
Nascimento:
Sardoal, 1 Abril 1908
Actividade(s):
Pintor, cenógrafo e figurinista
Óbito:
Maio 1985
Biografia:
Abílio Leal de Mattos e Silva nasceu no Sardoal em 1 de Abril de 1908. Após o curso dos liceus em Coimbra e de ter iniciado Direito na Universidade de Lisboa, abandona os estudos e ingressa na função pública. É colocado na Nazaré entre 1931 e 1936. Nesta fase, a sua pintura começa a manifestar-se de forma assídua, ao que não foi estranho o convívio com artistas nacionais e estrangeiros que se deslocavam a esta vila piscatória. Nazaré terá sido o princípio, Óbidos a continuação, a sua terra adoptiva. Com efeito, a sua actividade artística prolonga-se no velho burgo, onde tinha sido criado e mantinha residência. Em Lisboa, onde passa a residir em 1936, com a peça "Tá-Mar" Abílio inicia uma longa carreira de cenógrafo e figurinista no domínio do bailado, da ópera e do teatro. De 1941 a 1951 foi Assistente da FNAT e, como grafista, executou numerosos trabalhos para publicações e organismos do Estado. No Ministério da Economia desenvolve intensa actividade como ilustrador e designer, tendo, nesta qualidade, sido condecorado pela acção desenvolvida em exposições organizadas no estrangeiro. É, cumulativamente, director de cena do Teatro S. Carlos, onde levou a efeito algumas das suas mais importantes realizações cénicas. Participou em diversas exposições colectivas e colaborou na revista "Presença", entre outras. A sua passagem pela Nazaré e a particularidade da cultura local impressionaram o autor e inspiraram grande parte da sua obra, evidenciando-se um estudo sobre o trajo tradicional local publicado em 1970. Assumiu um papel activo na defesa do património local, integrando a secção para a criação de um museu, da Liga dos Amigos da Nazaré. Abílio de Mattos e Silva, a 4 de Dezembro de 1955, numa reunião efectuada no Casino da Nazaré, profere uma palestra que terá contribuído para o desenvolvimento desta ideia: “Ainda estamos a tempo de tudo salvar, de tudo remediar (…) Sinto que o primeiro passo – passo para salvar a nossa Nazaré – será a criação de um Museu – um Museu de costumes da Nazaré em que todos procuremos uma lição, onde as crianças devem aprender como numa aula obrigatória, para que amanhã possam ensinar – e sigam os ensinamentos adquiridos”. Nesta oportunidade, apresentou um esboço e um plano para a estruturação do futuro museu. Em 1986, dando cumprimento à vontade de seu marido, Maria José Salavisa doa ao Museu Dr. Joaquim Manso um importante conjunto de pinturas de temática nazarena. No ano do centenário do seu nascimento (2008), o Museu realizou uma nova homenagem ao autor, cujo legado muito enriquecera a ilustração do traje e das vivências nazarenas, pelo valor estético e documental da sua pintura. Obras publicadas: "Óbidos, vila antiga de Portugal" (desenho), "O Trajo da Nazaré", "30 Anos de Teatro" (catálogo). Quando faleceu, tinha em preparação um álbum sobre Óbidos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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