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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu da Cerâmica
Denominação:
Ferreira da Silva, Luis
Tipo:
Autor
Nascimento:
Porto, 1928
Óbito:
Caldas da Rainha, 2016
Biografia:
Nasceu no Porto, em 1928. Ali iniciou a escola primária que viria a concluir em Coimbra, quando a família aqui se fixou, em razão do trabalho do Pai. Este era litógrafo e desenhador gráfico. Em Coimbra, o jovem Luis Ferreira da Silva ingressou na escola técnica Avelar Brotero, onde foi aluno de José Contente, desenhador, pintor, gravador, e António Vitorino, aguarelista, natural das Caldas, responsável pelo curso de pintura cerâmica. É também em Coimbra que começa a trabalhar, adolescente ainda, como pintor cerâmico, na "Coimbra Frutuoso", localizada nas Lajes. O passo seguinte levá-lo-à até ao Bombarral, à "Cerâmica Bombarralense", pelos seus 16 anos. Jorge de Almeida Monteiro, o director técnico da "Cerâmica Bombarralense", apercebeu-se da sua vocação e animou-o. Pôs à sua disposição uma prensa de gravura. Monteiro recebia as visitas dos artistas Júlio Pomar e Alice Jorge, Vasco Pereira da Conceição e Maria Barreira. Os dois primeiros interessavam-se pela cerâmica. O jovem Luis Ferreira da Silva travou conhecimento com o casal. Contactou igualmente com João Fragoso que viera orientar o desenho de uma produção de azulejos destinada ao novo Quartel das Caldas. A liberdade de mão do escultor e as inovações que introduziu na tradição do azulejo despertaram-lhe a atenção. O ambiente cultural que se respirava no círculo de Almeida Monteiro era marcado pelo neo-realismo. Ferreira da Silva identifica-se com esta corrente estética e ideológica. Pomar aprecia os seus trabalhos na gravura e leva alguns até aos salões da Sociedade Nacional de Belas Artes. No Bombarral manteve-se cerca de quatro anos, até ao serviço militar. Cumpriu ano e meio, em Coimbra. Regressou depois ao Bombarral, mas por pouco tempo, pois a fábrica sofreu um incêndio. Encontrou trabalho em Alcobaça, como pintor cerâmico, primeiro numa cerâmica da Vestiaria, a "Vestal" (onde se fazia a chamada "louça de Alcobaça") e depois na "Olaria de Alcobaça", uma empresa de que o Prof. Vieira Natividade era um dos sócios.Na "Olaria" trabalhava-se com pasta branca calcítica. Foi aí que Ferreira da Silva se sentiu tentado a romper com a produção corrente das fábricas de cerâmica e tentou as primeiras peças criativas. Pinto Ribeiro, fundador e director da Secla, descobriu-o então, convidando-o para chefiar a secção de pintura. A Secla, criada em 1947, era uma grande empresa, uma das maiores na faiança, na região, e nela se respirava uma atmosfera mais evoluída e exigente técnica e artisticamente. Isso atraiu-o. Estávamos em 1954. Na Secla, conheceu Hansi Staell que desenhava modelos para a produção. A artista, de nacionalidade húngara, consolidara uma viragem cultural na empresa, que levara ao abandono do padrão tradicional da louça das Caldas em favor de novos conceitos de design.
 
     
     
   
     
     
     
 
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