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FICHA DE ENTIDADE
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
Denominação:
Bijagós
Tipo:
Grupo cultural
Caracterização:
Os Bijagós habitam o arquipelago do mesmo nome na República da Guiné-Bissau caracterizada por uma grande diversidade de grupos culturais. Este insere-se região administrativa de Bolama-Bijagós que se divide em 4 sectores: Bolama, Bubaque, Caravela, Uno. Foi classificado em 1995 pela UNESCO como Reserva da Biosfera. A ilha de Bolama é a mais povoada, reunindo mais de um quarto da população da região, seguida de Bubaque, o segundo centro urbano mais importante do arquipélago que foi durante o período colonial o seu centro administrativo. As duas ilhas têm uma população muito diversa, predominando nas restantes o grupo cultural Bijagó, a par de uma minoria migrante Papel, Manjaca e Balanta proveniente do continente; e do grupo Nhominca, pescadores oriundos do Senegal. Estes grupos migrantes estabeleceram-se nas ilhas em aldeamentos independentes dos Bijagós e raramente coabitando com estes. Segundo dados apresentados pelo Ministério do Turismo, o grupo Bijagó corresponde a 90% da população do arquipélago. Vários autores consultados referem uma marcada heterogeneidade linguística, social e cultural entre as ilhas do arquipélago, devido ao isolamento de algumas aldeias (tabancas) e ao relacionamento preferencial que outras estabeleceram entre si ao longo dos anos . Na imagem é possível distinguir as cinco zonas de afinidades linguísticas e culturais existentes no arquipélago tal como são apresentadas por Danielle G. Duquette (1983: 15). As ilhas identificadas a cinzento correspondem às que são habitadas apenas sazonalmente para cultivo do arroz ou para a realização de cerimônias de culto. A sua organização política e social assenta num sistema de classes de idade que estabelece as hierarquias e o posicionamento dos indivíduos, tendo o conselho de anciãos da aldeia ou de um conjunto de aldeias como instância de decisão máxima para questões da vida de todos, e as terras como propriedade comum. Têm vindo a esbater-se alguns dos seus mecanismos sociais e culturais sob a ação de diferentes factores como a ação da administração portuguesa, alterações na sua economia, e a crescente resistência das gerações mais novas à imposição pelo sistema tradicional, de uma rede pesada de obrigações e interdições, levando muitos a migrarem em direção a Bubaque, Bissau ou Lisboa, entre outros destinos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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