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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional de Queluz
N.º de Inventário:
MNAA 1340
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Alegoria à Pintura
Autor:
Vieira, Domingos Francisco (Porto, 1765-Funchal, 1805)
Local de Execução:
Portugal.
Datação:
1800 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Óleo sobre tela
Dimensões (cm):
altura: 86,6; largura: 65;
Descrição:
Alegoria à Pintura sob a forma de retrato de figura feminina, pintando o esboço de um homem. A figura está representada numa oval, em mais de meio corpo, sentada, de costas para o observador, mas com o rosto voltado para este, olhando pelo canto dos olhos, cabelo castanho, encaracolado, comprido, apanhado por toucado branco. Veste uma camisa de manga curta em tons amarelos, com faixa verde no decote e manto castanho sobre o ombro esquerdo. Cintura marcada por faixa preta. Na mão esquerda segura vários pincéis e uma paleta de diversas cores. Na mão direita segura um pincel que pinta sobre tela o esboço de uma figura masculina. Moldura de talha dourada.
Incorporação:
Outro - Veio do Museu Nacional de Arte Antiga. Legado Valmor.
Origem / Historial:
Esta pintura foi de José Inácio Xavier, do Porto, e figurou na exposição de 1906. O legado Valmor permitiu a sua compra, em 1912, ao Museu de Arte Antiga. Francisco Vieira nasceu no Porto onde foi discípulo de Glama e Pillement. Entre 1789 e 1789, estudou em Lisboa, na Aula Régia de Desenho, partindo depois para Roma como pensionista da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Viaja por Itália, visitando Veneza e Parma, onde é protegido por Duques. Em 1796 trabalha na corte do príncipe de Dresden, seguindo por Berlim e por Viena para Londres, onde permanece até 1800. Francisco por Duques. Em 1796 trabalha na corte do príncipe de Dresden, seguindo por Berlim e por Viena para Londres, onde permanece até 1800. Francisco Vieira nasceu no Porto onde foi discípulo de Glama e Pillement. Entre 1789 e 1789, estudou em Lisboa, na Aula Régia de Desenho, partindo depois para Roma como pensionista da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Viaja por Itália, visitando Veneza e Parma, onde é protegido por Duques. Em 1796 trabalha na corte do príncipe de Dresden, seguindo por Berlim e por Viena para Londres, onde permanece até 1800. Aqui conhece a pintora Angelica Kaufmann, pratica a paisagem sob a influência dos mestres ingleses, e interessa-se pela ilustração após travar amizade com Bertolozzi.Desenho, partindo depois para Roma como pensionista da Companhia das Vinhas do Alto Douro. Viaja por Itália, visitando Veneza e Parma, onde é protegido por Duques. Em 1796 trabalha na corte do príncipe de Dresden, seguindo por Berlim e por Viena para Londres, onde permanece até 1800. Aqui conhece a pintora Angelica Kaufmann, pratica a paisagem sob a influência dos mestres ingleses, e interessa-se pela ilustração após travar amizade com Bertolozzi. De volta a Portugal, é professor de Desenho no Porto. Em 1802 é nomeado pintor régio e, juntamente com Domingos António de Sequeira, director das pinturas do obra do Palácio da Ajuda, do que resultou certa rivalidade entre ambos. A tuberculose vitima-o em 1805 no Funchal, onde fora procurar alívio. As muitas viagens e contratos efectusdos deram a Vieira Portuense uma cultura artística muito ampla para um artista do seu tempo. A morte prematura impediu-o no entanto de desenvolver o pendor pré-romântico que a sua obra já denota. Segundo Carlos de Passos, na realização deste quadro influiu, por certo, o análogo de Mme. Vigée-Lebrun. A figura feminina nesta alegoria já foi identificada como sendo o retrato da pintora Angelica Kauffmann, com quem o pintor privou em Londres, a retratar Vieira Portuense. O esboço conservado no Museu Nacional de Arte Antiga manteve essa identificação. Segundo Carlos Passos a retratada é «a própria mulher, Maria Fabbris, a qual simula a execução do retrato do marido, esboçado no fim. Também na "Dança das Bacantes" (desenho gravado por Bartolozzi) Vieira representou, segundo consta, a sua mulher». Ainda segundo este autor «No "Tripeiro", jornal portuense de 1909, nº 39, lê-se numa nota que uns belgas pretenderam comprar este quadro e o da "Música" por 8.000 francos». Parece no entanto que estamos em presença de uma cópia de um quadro anónimo, conservado no Museu do Capitólio em Roma. O esboço de retrato de homem em segundo plano pode, por outro lado, ser o auto-retrato do próprio pintor. Deve, no entanto, notar-se que este quadro não deixa de lembrar o gosto de um Ronney, ou mesmo de um Vigée-Lebrun, nessa altura refugiada em Londres.
 
     
     
   
     
     
     
 
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