MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
quinta-feira, 19 de outubro de 2017    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Ajuda
N.º de Inventário:
56942
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Ourivesaria
Denominação:
Alfinete de peito
Centro de Fabrico:
Turim, Itália
Oficina / Fabricante:
Musy Padre e Figli
Datação:
Século XIX (2.ª met.)
Matéria:
Diamantes, pérolas, prata, ouro
Técnica:
Diamantes em cravação aberta
Dimensões (cm):
altura: 64; largura: 61; espessura: 21;
Descrição:
Alfinete de peito em forma de laço, em prata e ouro, diamantes e duas pérolas de tonalidade cinzenta. O laço, inteiramente cravejado de diamantes, é constituído por três laçadas com uma meia pérola aplicada ao centro. Sob esta pende um pequeno feixe, amovível, com dois diamantes engastados, rematado por uma grande pérola barroca. De ambos os lados pendem as duas extremidades do laço com pontas bifurcadas. O reverso apresenta alfinete articulado e pequena argola ao centro.
Incorporação:
Compra - Adquirido pelo Instituto do Património Arquitectónico e Arqueológico em 1998.
Origem / Historial:
Alfinete oferecido a D. Maria Pia pelo seu pai Vítor Manuel II, em 1862, por ocasião do seu casamento com o rei D. Luís. A jóia conserva ainda o seu estojo original estampilhado com a marca do eminente joalheiro Musy Padre e Figli, sediado em Turim, a quem mais tarde a soberana viria a adquirir várias outras peças de joalharia. Esta merecia-lhe contudo especial afeição e estima pelo simbolismo a que estava associada. Algumas fotografias capturadas pelo fotógrafo Henri Le Lieure (1831-1914) retratam-na usando este alfinete, em 1893, ano da viagem da soberana a Roma para assistir às Bodas de Prata do seu irmão Humberto. Na altura, já viúva, D. Maria Pia fez-se acompanhar pelo infante D. Afonso. Uma das fotografias mostra D. Maria Pia sentada acompanhada por D. Afonso, à sua esquerda. A rainha usa um vestido de noite de amplo decote em "V", decorado de contas e vidrilhos, ostentando o referido alfinete em diamantes e pérolas, um colar com vários fios de pérolas e um par de brincos de pérola pendente (PNA, inv. 51542/12). Uma variante desta última imagem mostra a soberana sózinha (PNA, inv. 51533/21) e uma terceira fotografia de busto mostra em grande evidência as referidas jóias e em particular o alfinete (PNA, inv. 51533/32). Nos derradeiros anos do século XIX, os sucessivos constrangimentos financeiros levaram a rainha a penhorar alguns dos seus bens pessoais ao banqueiro Burnay, recurso de que D. Maria Pia se valeu com acrescida frequência até à sua partida para o exílio. Após a morte de Burnay, em 1909, e da própria rainha D. Maria Pia, em 1911, no exílio, realizou-se na sede do Banco de Portugal, em Lisboa, em finais de Julho de 1912, o célebre leilão das "Jóias e Pratas que pertenceram à fallecida Sra. D. Maria Pia", levando à praça um conjunto de jóias de importante valor histórico e artístico. O alfinete de diamantes e pérolas estava entre este valioso conjunto de peças. Figurou no respectivo catálogo sob a verba n.º 321 onde foi descrito como "Grande broche, forma de laço em brilhantes, grande perola cinzenta no centro, berloque de perola cinzenta" (cf. "Catalogo das Jóias e Pratas que pertenceram à fallecida Rainha Sra. D. Maria Pia". Lisboa: Typ. do Annuario Commercial, 1912, p. 39). Foi adquirido pelo valor de 2.200.000 reis, tendo-se conservado na posse do comprador durante duas décadas. Em 1933 este resolveu vendê-la a um senhor que a pretendia oferecer à sua mulher, a pretexto desta ser afilhada de baptismo de D. Maria Pia e de o baptismo ter sido celebrado no Palácio da Ajuda. Perante um argumento de tal peso, o proprietário anuiu à venda e desfez-se da jóia em Abril daquele ano. Os descendentes desta afilhada de D. Maria Pia herdaram a jóia que se conservou na família até 1998, ano em propuseram ao Palácio da Ajuda a sua aquisição. O pedido foi endereçado à tutela e a jóia foi adquirida para as colecções deste Museu com verbas do Instituto Português do Património Arquitectónico, actual IGESPAR.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica