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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Palácio Nacional da Ajuda
N.º de Inventário:
375
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Têxteis
Denominação:
Tapeçaria Batalha de Arbela/ Série História de Alexandre
Título:
Batalha de Arbela
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
França (?)
Oficina / Fabricante:
Real Manufactura de Aubusson (?)
Datação:
XVIII d.C.
Matéria:
Lã e seda
Técnica:
Tapeçaria de liço
Dimensões (cm):
altura: 442; largura: 447;
Descrição:
A tapeçaria representa um dos confrontos entre os exércitos de Alexandre Grande (356 a.C.-323 a.C.) e Dario III, que ocorreu em Gaugamela no mês de Outubro de 331 a.C.. A derrota de Dario nesta batalha, conhecida como Batalha de Arbela, marcou o colapso do Império Aqueménida. A tapeçaria ilustra o campo da batalha entre macedónios e persas. Montado no seu cavalo Bucéfalo e precedido de uma águia branca, prenúncio da sua vitória, Alexandre investe contra o inimigo. À volta, um vasto e caótico cenário de batalha. Nesta composição reconhece-se o recurso às narrativas de Plutarco (1) e de Quinto Cúrcio (2), nomeadamente na representação da águia branca auspiciosa que paira sobre Alexandre, na presença do adivinho Aristandro, vestido de branco e com uma coroa de ouro, e na sumptuosa armadura do rei macedónio, descrita com detalhe por Plutarco. A composição tem como referência a tela com o mesmo tema pintada por Charles Le Brun (1619-1690). O autor do cartão desta tapeçaria não está identificado, mas segue de perto este modelo apresentado por Le Brun no Salão de Paris de 1673. A tela de Le Brun foi gravada por Gérard Audran (1640-1703) em 1674. Alguns anos mais tarde foi igualmente gravada por Sébastien Le Clerc (1637-1714). A tapeçaria está exposta com diversas dobras, adaptando-se deste modo ao espaço disponível na parede Norte da Sala do Despacho. Estando parte da peça oculta, apenas é visível parte da cena central e da ala esquerda do modelo original. Tal como está exposta, a tapeçaria carece de um efeito narrativo coerente. A figura de Alexandre, em lugar de afrontar a de Dario e dominar o centro da composição, confina com o limite direito da tapeçaria, Da águia que pairava sobre a cabeça de Alexandre é visível apenas uma ponta da asa. Embora actualmente apenas estejam visíveis cerca de 334 centímetros do campo da peça, este poderá ter um comprimento superior a 700 centímetros. Cercadura e orlas: Cercadura larga e profusamente decorada com motivos florais e vegetalistas sobre um fundo castanho claro. Cantos definidos por florões. Nas cercaduras horizontais, dois putti seguram uma reserva circular com o busto de Alexandre Magno (em cima) e com artefactos militares (em baixo). Nas peças de maiores dimensões, estas cercaduras apresentam ainda outras reservas circulares contendo outros artefactos militares suspensos por uma fita. Em cada cercadura lateral, um putti junto aos ângulos inferiores e duas reservas ovais, uma de fundo azul, outra de fundo vermelho. A primeira ostenta uma aljava e um arco passados em aspa e suspensos por uma fita, a segunda uma espada e um feixe, igualmente passados em aspa e suspensos por fita. As orlas são azuis. (1) Plutarco, "Vida de Alexandre", XXXI-XXXIII (2) Quinto Cúrcio, "História de Alexandre Magno", livro IV, XLI
Incorporação:
Transferência - Casa Real
Origem / Historial:
A avaliar pela inscrição carimbada no forro de algumas das tapeçarias da série (vejam-se fichas individuais) presume-se que, durante um período que não foi possível determinar, este conjunto, ou parte dele, tenha pertencido ou decorado algum espaço no Erário Régio. Mas o conjunto foi disperso, tendo o seu percurso divergido ainda no século XIX. Nos inícios do século XX, três peças desta série (que actualmente estão no MNAA) encontravam-se no Tribunal da Relação. Está documentada a permanência de duas tapeçarias do PNA - Triunfo de Alexandre (Inv. 3923) e Cenas de combate (Inv. 3925) - no Paço das Necessidades. Quanto às seis peças de menores dimensões (Inv. nºs 375, 376, 377, 378, 379, 380), devem ter sido expostas na Sala do Despacho do Paço da Ajuda por ocasião de remodelações em 1862, quando se preparava o palácio para acolher o novo casal real, D. Luís I e D. Maria Pia. Para se adaptarem ao espaço disponível nas paredes da sala, muitas delas foram dobradas e cortadas. Em 1888 (1), uma relação de bens ao serviço no Paço documenta a existência, nesta sala, de seis tapeçarias com dimensões idênticas a estas. Cerca de um ano mais tarde, pintor Enrique Casanova (1850-1930) representou a sala numa aguarela onde se identificam claramente as tapeçarias e as respectivas cercaduras (2). (1) IAN/TT, CR, Caixa 6475, “Relação dos bens moveis e mais effeitos que pertencem à corôa até ao anno de 1833 em serviço no Real Paço de Ajuda”, 23.08.1888. (2) Tapeçarias Inv. nºs 375, 376, 377, 378, 379, 380. Esta aguarela (PNA Inv. nº 55450 /9) pertence a um conjunto encomendado cerca de 1889 pela rainha D. Maria Pia ao pintor Enrique Casanova.
 
     
     
   
     
     
     
 
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