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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.137
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Transportes
Denominação:
Cesto
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Centro-Oeste / Mato Grosso - Rio Tapirapé
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Fibras vegetais, madeira, fios de algodão, penas
Técnica:
Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
Dimensões (cm):
altura: 20,7; diâmetro: 28;
Descrição:
Cesto de base quadrangular e corpo esférico que vai estreitando para o topo, em fibras vegetais feito pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente. A peça apresenta um bordo rígido formado por um aro de madeira envolvido e fixado por fios de algodão de cor azul. No bordo é visível um cordão de fios de algodão de cor azul que constitui a alça e cujas pontas, separadas em três feixes, percorrem dois dos lados do cesto, no interior e no exterior, desenhando em cada um deles dois triângulos, unindo-se por fim na base. A este cordão são unidos em cada lado do cesto, junto aos triângulos, dois tufos de penas de tons vermelho, amarelo e verde fixados a segmentos rectos de madeira com de fios de algodão branco. Diâmetro da abertura (cm): 14,5
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Desconhecido
Proveniência:
Grupo cultural: Tapirapé. Coordenadas: Mato Grosso - Rio Tapirapé
Origem / Historial:
Segundo a ficha manual este tipo de cesto é fabricado pelas mulheres. Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Título

Local

Data Início

Encerramento

N.º Catálogo

Índios da Amazónia

Museu Nacional de Etnologia, Lisboa

1986

Arte do Índio Brasileiro

Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa

1966

 
     
     
   
     
     
     
 
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