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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.178
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Equipamento de uso doméstico
Denominação:
Rede de dormir
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Centro-Oeste / Mato Grosso - Alto Xingu
Grupo Cultural:
Kamayurá
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Fios de fibras vegetais, fios de algodão
Técnica:
Contratorcido - técnica de tecelagem produzida quanto quatro fios da trama englobam entre si um ou mais elementos do urdume.
Dimensões (cm):
comprimento: 531;
Descrição:
Rede de dormir, em fios de fibras vegetais e fios de algodão de cor branca e rosa-escuro, feita pela técnica do contratorcido combinado. A peça é constituída por quatro elementos: a cama, que corresponde à parte tecida; os cabos elementares, que consistem no prolongamento da urdidura não tecida; os punhos, que representam as extremidades da peça; e por fim as cordas de suspensão, que são quatro cordões de fibras vegetais unidos aos punhos, e que se prolongam para além destes, com o objectivo de suspender a peça. Cama comprimento(cm): 192 Cama largura (cm): 82
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Takumã
Proveniência:
Grupo Cultural: Kamayurá. Coordenadas: Mato Grosso - Alto Xingu
Origem / Historial:
Segundo informações contidas na ficha manual a peça foi feita pela mulher do chefe da aldeia Kamayurá, Takumã. A técnica de tecelagem e os vários elementos descritivos, referidos na descrição da peça, foram retirados do Dicionário do Artesanato Indígena de Berta Ribeiro (pp. 96/97/101). Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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